Como já é tradicional em Piracicaba, em agosto todos os amantes da velocidade se preparam para o Grande Prêmio de Carrinho de Rolimã, realizado na avenida dos Marins, no Alto do Jupiá. A competição, que neste ano chega à sua 14º edição, será realizada no dia 8 de agosto, a partir das 10h. O evento faz parte dos festejos de aniversário da cidade e integra o calendário oficial de Piracicaba.
A organização, como sempre acontece, é da equipe Kapiras, que espera nesse ano por mais de 100 competidores, de Piracicaba e de pelos menos 15 cidades brasileiras. As categorias em disputas são Kids, Infantil e RT Rolimã Tradicional, além de Pro Race e FLX, que são os carrinhos de carenagem.
A competição está prevista para iniciar às 10h, com as crianças. A partir das 13h, começam as disputas entre os adultos. Haverá premiações para os primeiros de cada categoria, além de troféus e medalhas. As inscrições vão até o próximo dia 6. Mais informações: 3374-4224 ou 9.8724-8033. Os 100 primeiros inscritos terão direito à camiseta do evento.
O ESPORTE
O carrinho de rolimã é um veículo artesanal sem motor, feito com uma prancha de madeira e rolamentos de aço (as "rodas"). Ele é movido pela força da gravidade e usado para descer ladeiras asfaltadas, atingindo altas velocidades. O controle de direção é feito por um eixo móvel dianteiro, e a frenagem é geralmente improvisada com um pedaço de madeira ou com os próprios pés.
Popularizado no Brasil a partir das décadas de 1940 a 1960, o nome vem da adaptação popular de "rolamento de mancal". Tornou-se um símbolo clássico das brincadeiras de rua, estimulando a criatividade e a engenhosidade de crianças e jovens ao reaproveitar peças de maquinários descartadas.
É feito de uma tábua principal, um eixo dianteiro que gira para os lados (puxado por cordas ou pés) e um eixo traseiro fixo. O freio é normalmente uma haste de madeira diagonal que, ao ser puxada pelo piloto, raspa no asfalto para parar o carrinho.
Embora seja uma brincadeira nostálgica e divertida, a falta de freios eficientes exige o uso de equipamentos de proteção (como capacetes e joelheiras) e a escolha de ruas íngremes e fechadas para o trânsito de carros.