A Polícia Federal investiga a suspeita de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, destinou pagamentos de até R$ 2 milhões a influenciadores digitais para promover ataques ao Banco Central nas redes sociais. As informações constam da 10ª fase da Operação Compliance Zero.
A investigação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, apura indícios de ação coordenada para desacreditar o Banco Central após a liquidação do Banco Master, determinada em novembro do ano passado.
Segundo a decisão judicial, a PF aponta que recursos provenientes das fraudes investigadas no banco financiaram campanha de desinformação identificada como "Projeto DV". Os investigadores também afirmam que influenciadores que recusaram participar da iniciativa sofreram intimidação e coação.
A operação também apura a obtenção irregular de informações sigilosas e possíveis tentativas de interferência em investigações criminais.
Um dos alvos dos mandados de busca e apreensão foi o empresário Thiago Miranda, proprietário da Miranda Comunicação, a Agência MiThi. De acordo com a investigação, mensagens atribuídas a Miranda e Vorcaro mencionam tentativas de obter informações privadas sobre a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Sem encontrar elementos comprometedores, os dois discutiram a possibilidade de contratá-la, segundo a PF.
Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer irregularidade, afirmou que ele sempre atuou dentro da legalidade e que a existência de investigação não representa comprovação de culpa. A defesa informou ainda que o empresário está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Com informações da CNN.