11 de julho de 2026
ARAÇATUBA

Ipem lacra mais uma bomba de posto investigado por fraude

Por Vitor Moretti/Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Vitor Moretti
Os testes realizados nas bombas de etanol apontaram que, a cada 20 litros registrados no visor, o consumidor deixava de receber aproximadamente 380 mililitros do combustível

Apenas dois dias após interditar bombas de combustíveis por apresentarem irregularidades, fiscais do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) retornaram ao mesmo posto, em Araçatuba, e encontraram uma nova bomba em funcionamento com erro acima do limite permitido. A vistoria foi realizada na manhã desta segunda-feira (6), com apoio da Polícia Civil.

Segundo o Ipem-SP, a bomba de etanol havia permanecido inoperante durante a fiscalização realizada na última sexta-feira (3). No retorno ao estabelecimento, os fiscais constataram que o equipamento voltou a operar e, nos ensaios metrológicos, apresentou erro superior ao permitido pela regulamentação.

De acordo com o instituto, a cada 20 litros registrados na bomba, o consumidor deixava de receber cerca de 380 mililitros de combustível. O equipamento foi interditado e lacrado.

As demais bombas do posto, interditadas na operação anterior, permanecem fora de funcionamento.

Retorno ao posto

Na fiscalização realizada na sexta-feira, dez bombas estavam inoperantes e, por isso, não puderam ser submetidas aos testes. Durante a nova vistoria, uma delas havia sido colocada em funcionamento, permitindo a realização dos ensaios técnicos que apontaram a irregularidade.

A ação contou com o apoio de policiais civis, que acompanharam o trabalho dos fiscais.

Relembre o caso

Na última sexta-feira, uma operação conjunta do Ipem-SP e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) constatou irregularidades nas bombas de combustíveis do estabelecimento. Segundo o instituto, alguns equipamentos registravam diferença de aproximadamente 1,6 litro a menos a cada 20 litros abastecidos.

Após a fiscalização, todas as bombas que apresentaram irregularidades foram interditadas e o estabelecimento foi autuado. O posto permaneceu aberto, mas impedido de realizar abastecimentos nos equipamentos lacrados.

A Polícia Civil instaurou investigação para apurar as circunstâncias das irregularidades, identificar os responsáveis e verificar há quanto tempo o sistema estaria em funcionamento, além de dimensionar eventual prejuízo aos consumidores.

Na ocasião da primeira fiscalização, a defesa do posto informou, por nota, que negava qualquer irregularidade e que analisava as medidas administrativas e judiciais cabíveis. Até o fechamento desta reportagem, não havia novo posicionamento da empresa sobre a fiscalização desta segunda-feira.