29 de junho de 2026
ARTIGO

O perdão não é apenas um ato religioso!

Por Junior Ometto |
| Tempo de leitura: 3 min

“Violência gera violência, os fracos julgam e condenam, porém, os fortes perdoam e compreendem” (Augusto Cury).

Compreender e perdoar. Que dádiva aplicar o conteúdo destas duas palavras. Você já foi maltratado por alguém? Mal atendido em algum lugar? Preconceito? Bullying? Recebeu críticas infundadas ou maldosas? Sofreu injustiça? Saiba que aquele que te fez isso certamente tem problemas e sofre muito por ser assim. Lógico que as injustiças precisam ser tratadas; lógico que ter inteligência emocional não é ser bobo, mesmo porque ninguém está acima da lei ou da ética, mas é preciso, também, compreender e perdoar. Por detrás de uma pessoa que fere, sempre há uma pessoa ferida. Ninguém te faz mal sem que tenha sofrido algum mal. Portanto, está em luta consigo mesmo e age desta maneira para se autopunir ou tentar amenizar sua dor. Não se perdoa ou se fica em paz de verdade quem não sabe compreender.

É aí que entra em cena uma palavra que tem sido muito utilizada nos dias de hoje: a empatia. Como é fácil, às vezes, para nós, tirarmos tantas “conclusões” sobre algumas pessoas, mas, paradoxalmente, tão difícil saber o que pode estar se passando realmente com elas para estarem agindo dessa ou daquela maneira. Sim, a empatia... Capacidade do ser humano de compreender o outro e, com isso, respeitá-lo. Veja, caro leitor, que não é bem essa “música” que tem tocado no palco desse Planeta, desse minúsculo e quase imperceptível ponto dentro do universo observável, que está abrigando muita falta do verdadeiro conhecimento. Abrigando muita gente que acha ser algo que, na verdade, não faz diferença nenhuma ser! O Professor Cortella, inclusive, fala em um de seus estudos, sobre a diferença entre ser famoso e ser importante... Está faltando humildade para entender os processos e a própria dinâmica da vida aqui na Terra. Uma passagem rápida, onde o fim (terreno) será igual para todos. Repito: para todos! 
Importante lembrar também que, estar em paz, estar de bem consigo mesmo e com a vida é algo extremamente interno e não carece de divulgação. Por isso, é triste ver tanta gente querendo demonstrar que está bem, especialmente em redes sociais, por necessidade de demonstrar para os outros e, portanto, para si mesmo, uma realidade que – lá no fundo – não existe.

O que existe, na realidade, são gritos de socorro: paradoxos da autossabotagem. Amar não pressupõe divulgação. Amar é atitude. O que você é e tem precisa agradar primeiramente a você, precisa fazer sentido para você e para quem realmente você é e precisa ser. Se você não está em paz, se você não é feliz, se você projeta nos outros os sentimentos ruins que habitam sua mente, procure ajuda para se libertar, pois essa libertação transformará sua vida. Se, por outro lado, você é vítima de pessoas assim e não consegue evitar a mágoa, o sofrimento, procure ajuda para entender melhor isso e também experimentar esta transformação libertadora.

Sofrimentos podem ser evitados. Doenças emocionais e físicas podem ser curadas. A vida pode ser melhor, você pode ser mais feliz. Existem motivos que explicam a sua situação atualmente, seja ela qual for. Resolver-se e perdoar-se também é atitude; é nobre e está ao alcance de todos nós. Basta querer e realizar.  
Compreenda e perdoe…

Numa sociedade onde as doenças emocionais avançam assustadoramente, o domínio de si mesmo e o correto gerenciamento emocional são as maiores riquezas do ser humano.

Sua felicidade não pode depender do que não depende de você!