23 de junho de 2026
ARTIGO

Você vem construindo hábitos ou vícios?

Por Júnior Ometo |
| Tempo de leitura: 3 min

“Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”. (Aristóteles)

Você e eu somos o resultado do que temos feito até aqui em nossas vidas. No mundo corporativo, por exemplo, costuma-se dizer que cada profissional tem sua marca; uma forma como é vista e avaliada pelo mercado. E isto se estende à vida pessoal, pois cada um de nós tem um “perfil” que nos “apresenta” ao mundo. Você já parou para pensar o que você transmite sobre si mesmo ao Universo? Quando alguém pensa em você, o que pensa? Não que você tenha que se submeter à modelos ou protótipos, mas sempre é válida e inteligente (com filtros) uma autorreflexão vinda dessa pesquisa.

O que você tem “compartilhado, comentado ou curtido” nas redes sociais, está a cada momento revelando quem você é.

De Departamentos de RH até pretendentes a um relacionamento, crescem consultas e análises em perfis de redes sociais, buscando conhecer e identificar melhor as pessoas. O que fazemos, com quem conversamos ou nos relacionamos. “Diga-me com quem andas e te direi quem és!” Uma grande verdade. A própria Bíblia nos orienta sobre isso em Provérbios 13:20: “Quem anda com os sábios será sábio; mas o companheiro dos tolos sofre aflição”.

Vamos mais além nesse importante assunto! O psicólogo italiano Daniele Pauletto, divulgou uma tese a respeito do vício em vídeos e jogos da internet, um problema que tem aumentado e tirado o sono de pais e responsáveis. Para Daniele, mesmo com a aparência inocente, esse vício é aniquilador, pois a irradiação contínua de imagens luminosas superestimula o lóbulo occipital direito, que regula as emoções no cérebro, ao mesmo tempo que atrofia o occipital esquerdo, responsável pela capacidade analítica e crítica das pessoas. Este problema está sendo chamado de vídeo-hiperestesia (extrema sensibilidade aos estímulos do vídeo), que leva os usuários a perderem o contato com a realidade, mergulhando numa espécie de estado hipnótico. Repetição…

Portanto, fica aqui um grande ensinamento: hábito nada tem a ver com vício, pois este traz prejuízos.... Outro exemplo que nos ajuda a entender melhor esse cenário é o caso de pacientes com compulsão sexual, onde a relação não resulta mais em prazer, mesmo com virilidade, pois o sexólatra já não almeja mais o prazer e sim a repetição do ato.

Pessoas mais preparadas emocionalmente têm melhores condições de superar com sucesso as armadilhas da vida. Por outro lado, a fragilidade emocional leva as pessoas à fuga, aos vícios, conflitos e transtornos emocionais.

A vida não precisa ser uma batalha ou uma corrida. Cada momento precisa ser apreciado! Pessoas de sucesso atingem objetivos enquanto desfrutam a vida! O segredo é a força que elas aprenderam a despertar sempre que querem. Então, podem alcançar mais e mais coisas, sem sofrimentos ou “batalhas”. A força dos bons hábitos torna as pessoas motivadas, equilibradas, saudáveis, realizadas. É essa força (hábito), que torna tudo mais agradável, mesmo o trabalho duro ou as dificuldades.

O hábito não tem preferências. Para o hábito, correr 10 quilômetros diariamente é tão prazeroso quanto ficar em casa na frente da TV ou da Internet por horas. A diferença é que as pessoas bem-sucedidas constroem, modificam ou escolhem seus próprios hábitos, ao invés de serem suas vítimas.

A dor de sermos prisioneiros de nossas próprias armadilhas será sempre maior do que a de correr riscos e respeitar nossos (reais) desejos e necessidades.