16 de junho de 2026
ELEIÇÕES 2026

Fim da ‘taxa das blusinhas’ divide pré-candidatos em Franca

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Sampi/Franca
Imagem gerada por IA
Galpão com produtos importados: taxa das blusinhas entra em discussão

A taxação de produtos importados, a carga tributária sobre empresas brasileiras, o fortalecimento da indústria nacional e a competitividade do comércio eletrônico dominaram as respostas dos pré-candidatos na campanha Franca Tem Voz.

Ao responderem sobre os impactos da chamada "taxa das blusinhas" e as medidas necessárias para proteger a economia local, os participantes apresentaram diferentes propostas para estimular a geração de empregos, ampliar a competitividade das empresas e equilibrar a concorrência entre negócios nacionais e plataformas estrangeiras.

Vídeos semanais

Os pré-candidatos poderão apresentar semanalmente suas propostas e posicionamentos sobre temas considerados relevantes para a população. No caso dos postulantes à Câmara Federal, a equipe de reportagem do GCN enviará uma pergunta até às 10h das segundas-feiras. As respostas deverão ser encaminhadas em vídeo, com duração máxima de 45 segundos, até às 16h do mesmo dia. O material será reunido em uma publicação única no Instagram do GCN, acompanhada de texto jornalístico divulgado às terças-feiras. A ordem das respostas será alterada semana a semana.

O que disseram os pré-candidatos?

A pergunta apresentada aos pré-candidatos foi a seguinte:

"Em maio, o governo federal zerou a “taxa das blusinhas” — o imposto sobre importados de até US$ 50 —, barateando produtos que competem com o e-commerce e a indústria de Franca. A medida ainda passará pelo Congresso. Você votaria pela manutenção ou pela retaxação? E o que proporia, de concreto, para apoiar as PMEs e o comércio digital da cidade?"

João Rinoceronte (PSDB): “Eu sou totalmente contra essas medidas eleitoreiras que aparecem em anos de eleição, como tirar as taxas dos produtos estrangeiros, prejudicando a classe que produz, os empreendedores brasileiros, principalmente francanos, os e-commerces, que são referência no Brasil todo.

Além de taxar os produtos estrangeiros, sou a favor de diminuir a carga tributária dos empreendedores aqui do Brasil e também de linhas de crédito com baixos juros para ajudá-los a alavancar seus negócios.”

Mariana Negri (PT): “O problema não é a taxinha. É que o pequeno empreendedor de Franca paga imposto em cima de imposto, enquanto as grandes fortunas têm mil brechas para não pagarem nada.

Eu sou a favor do imposto, gente. É com ele que a gente garante segurança, educação e escola. Mas deve ser cobrado de quem pode pagar: das grandes fortunas, dos bilionários, das gigantes asiáticas que faturam bilhões aqui na nossa casa.

De concreto, temos que buscar crédito tributário para quem vende online, acesso a marketplaces nacionais e capacitação digital. O e-commerce de Franca não precisa pagar a conta das grandes, precisa de condições justas para vencer.”

Sidney Elias (Novo): “Somente nesse último governo Lula, mais de 25 impostos foram criados ou onerados, inclusive a taxa das blusinhas. E agora, às vésperas da eleição, estão voltando atrás porque é uma medida impopular e que disseram que iria afetar apenas essas empresas, quando na verdade afetou diretamente o cidadão.

Eu sou contra a criação de novos impostos. Penso que nós temos que diminuir os impostos para gerar empregos no Brasil. Nós temos que diminuir o custo do Brasil.

Hoje, a carga tributária é muito alta, o custo trabalhista é altíssimo. Prova disso é que as nossas empresas estão migrando cada vez mais para o Paraguai e outros lugares. Eu sou totalmente a favor da livre negociação e do livre comércio.”

Cynthia Milhim (MDB): “É uma questão com muitas variáveis. A nossa cidade, por exemplo, tem uma indústria forte, tem um comércio competitivo e tem milhares de pequenos negócios que movimentam a nossa economia. Qualquer discussão sobre tributação de produtos importados deve buscar equilíbrio.

Nós precisamos proteger quem produz e gera empregos no Brasil, mas também temos que garantir ao consumidor acesso a produtos de qualidade com preços mais justos. O brasileiro não aguenta pagar mais caro por tudo.

Eu defendo medidas que fortaleçam as nossas pequenas e médias empresas e que ampliem acesso ao crédito e, principalmente, reduzam burocracia para que possa aumentar a competitividade. Porque quando empresas crescem, geram mais empregos. E quando há concorrência, quem ganha também é o consumidor.”

Guilherme Ubiali (PSDB): “A taxa das blusinhas é um completo absurdo, foi um erro grotesco do governo atual.

Não é com mais impostos que você vai incentivar a indústria, é justamente o contrário, é diminuindo a tributação, principalmente diminuindo aqueles impostos que recaem sobre a folha de pagamentos e a contratação de novas pessoas.

Além disso, eu tenho um projeto específico para Franca que vai ajudar muito, que é trazer para a nossa cidade um centro de inovação tecnológica. São Carlos tem, Ribeirão Preto tem, Barretos tem, e Franca não tem o seu centro de inovação tecnológica. Isso vai ajudar muito as nossas indústrias a se prepararem para o futuro, gerarem melhores empregos e mais renda para a nossa cidade.”

Projeto segue até as eleições

Os vídeos integram a campanha Franca Tem Voz, iniciativa que reúne entidades, veículos de comunicação e instituições da cidade com o objetivo de ampliar o debate sobre temas de interesse regional e estimular o fortalecimento da representação política de Franca e região nas esferas estadual e federal.

Ao longo das próximas semanas, os pré-candidatos voltarão a se manifestar sobre novos temas definidos pela organização do projeto. Após a homologação das candidaturas, a iniciativa também promoverá debates individuais com os candidatos confirmados.

Daniel Bassi (PSD), Gilson de Souza (PSB), Guilherme Cortez (PSOL) e João Rocha (União) não enviaram seus vídeos até o fechamento do prazo.