16 de junho de 2026
OPERAÇÃO POLICIAL

Polícia Civil prende suspeitos de golpes eletrônicos em idosos

Por Vitor Moretti | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Civil
Mandados de buscas e prisões foram cumpridos nos estados do Paraná e Goiás na manhã desta terça-feira (16)

A Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter-10 deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a Operação Proteus, que tem como objetivo combater uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos contra idosos. A ação resultou no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e na prisão temporária de três suspeitos, entre eles o apontado líder do grupo.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Araçatuba e cumpridas nas cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia, em Goiás, além de Foz do Iguaçu, no Paraná. Ao todo, sete pessoas são investigadas pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início em março de 2025 após um morador de Araçatuba ser vítima de um golpe. O idoso acreditou estar ajudando o próprio filho e realizou depósitos e pagamentos de boletos que somaram aproximadamente R$ 29 mil. O dinheiro, porém, foi destinado aos integrantes da organização criminosa.

Com o avanço das apurações, os investigadores conseguiram identificar outros 20 crimes semelhantes atribuídos ao mesmo grupo em diferentes estados do país, revelando a dimensão da atuação da quadrilha.

Durante a operação desta terça-feira, três homens foram presos temporariamente. Com o suspeito apontado como líder da organização, os policiais apreenderam seis aparelhos celulares, dois notebooks, 462 chips de telefonia já utilizados e outros 30 novos, materiais que, segundo a investigação, eram empregados na prática dos golpes.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, dois dos investigados confessaram participação nos crimes durante as diligências.

As prisões temporárias têm prazo inicial de cinco dias e podem ser prorrogadas por mais cinco. Após esse período, a Justiça poderá analisar eventual pedido de conversão das prisões em preventivas.

O nome da operação faz referência a Proteu, personagem da mitologia grega conhecido pela capacidade de mudar de forma para enganar seus adversários, uma alusão à estratégia utilizada pelos criminosos para se passarem por familiares das vítimas e obter vantagens financeiras.