Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (16) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio das Polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo, teve como alvo uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeita de movimentar cerca de R$ 230 milhões por meio do tráfico de drogas e de um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Batizada de Operação Torneira, a ação cumpriu 43 mandados de busca e apreensão em diversas cidades paulistas, incluindo Araçatuba, Birigui e Penápolis.
As investigações apontam que o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como "laranjas", para ocultar patrimônio e dissimular valores obtidos com atividades criminosas. Diante dos indícios reunidos durante a apuração, foi solicitado o bloqueio judicial de R$ 20 milhões para cada empresa ligada ao esquema.
A investigação teve início após a identificação de um núcleo de traficantes que atuava na região de Jundiaí. Segundo o Ministério Público, os investigados costumavam se reunir em uma área conhecida como "Torneira", que acabou dando nome à operação.
Na região de Araçatuba, a atuação contou com equipes da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter-10 e da Força Tática da Polícia Militar. Foram cumpridos 14 mandados de busca nas cidades de Araçatuba, Birigui e Penápolis.
Durante as diligências realizadas na região, os policiais apreenderam nove aparelhos celulares, quatro pen drives e diversos documentos que serão analisados no decorrer da investigação.
Ao todo, a Operação Torneira mobilizou forças de segurança em São Paulo, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Valinhos, Cajamar, Aguaí, Orlândia, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Birigui, Penápolis e Araçatuba.
Na região de Jundiaí, considerada o principal foco da investigação, as equipes apreenderam R$ 116.382 em dinheiro, 23 celulares, 14 notebooks, três tablets, 18 pen drives, duas máquinas de cartão, três HDs, um dispositivo Kindle, quatro cartões de memória, dois simulacros de arma de fogo, duas armas de fogo, 64 munições calibre 28, 144 gramas de maconha, quatro cartas oriundas do sistema prisional e seis cadernos com anotações relacionadas ao tráfico de drogas.
A operação também resultou na prisão de quatro pessoas, sendo duas por tráfico de drogas e duas por porte ilegal de arma de fogo.
Participaram da ação equipes do Gaeco de Campinas e Araçatuba, da Rota, dos Baeps, da Força Tática da Polícia Militar e da Polícia Civil, por meio do Deinter-10, entre outras unidades envolvidas no combate ao crime organizado no Estado de São Paulo.