11 de junho de 2026
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DDM acha cães e gatos entre ossadas, lixo e agonia em Piracicaba

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 1 min
Polícia Civil
Animais vivos dividiam espaço com lixo, insetos e ossadas nas duas casas.

 O que a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba encontrou ao abrir as portas de dois imóveis nesta quarta-feira (10) foi um retrato do horror: animais vivos dividindo espaço com ossadas, infestação de insetos, feridas abertas e a morte à espreita. A operação, realizada com apoio do Bem-Estar Animal, terminou com resgates urgentes e duas prisões em flagrante por maus-tratos.

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No primeiro endereço, o silêncio era quebrado apenas pelos miados fracos. Seis gatos e uma cadela sobreviviam em meio a montanhas de lixo, fezes e enxames de insetos. Um dos felinos, pele e osso, exibia marcas de sofrimento prolongado. Espalhadas pelo chão, as ossadas de ao menos quatro animais contavam a história de quem não resistiu.

 A responsável, de 71 anos, já havia sido orientada pela polícia em outra ocasião. Em vez de melhora, o cenário se tornou um cemitério a céu aberto. Ela foi presa com base na Lei de Crimes Ambientais, diante da cena que os próprios policiais descreveram como “estarrecedora

A segunda casa guardava uma agonia em tempo real. Alertada por denúncia, a equipe entrou e se deparou com uma cadela em estado terminal. A boca, tomada por necrose, havia sido devorada pela infecção. Moscas cobriam as feridas e disputavam o corpo ainda vivo do animal, que há dias não conseguia se alimentar e definhava em dor. O resgate foi uma corrida contra a morte. O tutor, de 40 anos, acompanhava a cena e alegou falta de dinheiro para o veterinário. A justificativa morreu ali, diante do flagrante. Ele foi preso por maus-tratos.

Os sobreviventes foram retirados do local, e agora lutam para se manter vivos sob cuidados veterinários intensivos. Cada curativo, cada soro, é uma tentativa de apagar dias — ou meses — de tortura silenciosa.