O Comitê Gestor da Operação Estiagem 2026 se reuniu nesta terça-feira, 12 de maio, em Campinas, para alinhar medidas de prevenção e resposta a ocorrências típicas do período seco, como queimadas, baixa umidade do ar, altas temperaturas e impactos no fornecimento de energia.
O encontro foi realizado na Sala de Resiliência a Desastres da Prefeitura e coordenado pelo Departamento de Defesa Civil. Participaram representantes de órgãos municipais, da CPFL Paulista e de empresas públicas.
A operação foi instituída por decreto e será realizada entre maio e setembro. A reunião tratou de ações de monitoramento, integração regional, uso de novas tecnologias e protocolos de resposta para reduzir riscos durante os meses de estiagem.
Um dos pontos centrais foi o plano de contingência da CPFL Paulista. A concessionária apresentou medidas para minimizar os impactos de queimadas e falhas no fornecimento de energia, incluindo monitoramento de focos de incêndio, acionamento rápido de equipes, contratos com geradores e uso de subestações e transformadores móveis em situações emergenciais.
A empresa também destacou a existência de um canal direto de atendimento com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, voltado a agilizar respostas em ocorrências críticas. A prioridade é restabelecer rapidamente serviços essenciais, como hospitais, unidades de saúde e sistemas de abastecimento de água.
Outro ponto apresentado foi o projeto de arborização preventiva, realizado em parceria com a Prefeitura, para reduzir interferências da vegetação na rede elétrica.
A Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade também apresentou ações para tornar mais rápido o atendimento a denúncias de queimadas. A proposta é melhorar o fluxo das ocorrências registradas pelo 156 e encaminhadas à fiscalização.
Segundo a coordenadora de fiscalização da pasta, Heloísa Fagundes, Campinas conta com câmeras instaladas em Áreas de Proteção Ambiental e em passagens de fauna, usadas para monitoramento de animais silvestres e acompanhamento das áreas ambientais.
O diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, afirmou que todas as ocorrências de queimadas registradas no município são notificadas e vistoriadas pelas equipes. Ele também destacou convênios com cidades vizinhas para ampliar a resposta regional a incêndios em vegetação.
“Estamos ampliando a integração regional e investindo em tecnologia para tornar a resposta mais rápida e eficiente. Toda ocorrência é acompanhada e monitorada pelas equipes”, afirmou.
A Defesa Civil também prevê a instalação de novas estações meteorológicas e reforçou a atenção aos meses de transição entre estações, como maio, junho, setembro e novembro.
“O foco da operação está nas altas temperaturas e na imprevisibilidade climática. Esses períodos de transição exigem atenção redobrada porque aumentam os riscos de queimadas e eventos extremos”, disse Furtado.
A reunião também tratou da infraestrutura de apoio ao combate a incêndios, incluindo a implantação de reservatórios estratégicos para reabastecimento de viaturas em áreas mais afastadas.
Representante da Sanasa no comitê, Luis Filipe Rodrigues afirmou que o cenário hídrico, neste momento, é considerado estável. “As chuvas seguem dentro da média esperada e, neste momento, não há previsão de impactos significativos nos reservatórios”, explicou.
Também foram discutidos o uso de drones com câmeras térmicas, integração de câmeras de monitoramento, ampliação da rede meteorológica e protocolos conjuntos entre prefeituras da região para atuação em incêndios florestais.