20 de abril de 2026
SAFRA QUE PROMETE

Com 77 produtores, meta é colher 2 mil toneladas de caqui

Por Felipe Torezim | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação: PMJ
Os caquis são responsáveis por 25% do volume total de frutas produzidas em Jundiaí

Quem gosta de caqui já está preparado: é tempo de fruta madura, doce e abundante em Jundiaí. Neste ano, segundo a Secretaria Municipal de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (SMAAT) a safra deve atingir a marca de 2 mil toneladas e, mesmo com impactos pontuais causados por granizo no início do ano, os produtores registram frutos de boa qualidade, com sabor característico da época e boa aceitação no mercado.

Com papel expressivo na agricultura regional, o caqui tem papel expressivo na fruticultura, representando cerca de 25% do volume total de frutas produzidas e comercializadas em Jundiaí, ficando atrás apenas da uva Niágara. A atividade também se destaca pela organização dos produtores, especialmente os ligados à Cooperativa Agrícola Nossa Senhora das Vitórias (CNSV), que leva a produção local para diferentes regiões do país, como São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia e Fortaleza, fortalecendo a presença de Jundiaí no cenário nacional.

Atualmente, Jundiaí conta com 77 produtores de caqui. Os dados são do Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (LUPA), realizado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Luciana Guilhen Souza cultiva e comercializa caquis há 20 anos, herdando o trabalho do pai

Entre os produtores, está a agricultora Luciana Guilhen Souza, da região da Roseira. Ela destaca que o caqui é a principal fonte de renda da propriedade familiar. Com cerca de 800 pés da fruta, ela atua há 20 anos na comercialização direta ao consumidor, especialmente no Terminal Central, onde vende em média 200 quilos por dia durante o período de colheita.

Luciana explica que o cultivo exige cuidado e etapas específicas após a colheita. “A gente colhe verde, leva para a estufa e só consegue vender depois de alguns dias”, relata. “A expectativa para este ano é de aumento de até 50% nas vendas, graças ao preço acessível e pela aposta em bandejas que facilitam a comercialização e o armazenamento de quem está usando o transporte coletivo”, completa. O preço está em média R$ 5 o quilo.

Segundo a secretária de Agronegócio, Abastecimento e Turismo, Marcela Moro, a fruta é bastante representativa. “A cultura do caqui é a segunda mais representativa da cidade, em termos de volume de produção. É essa cultura que está em quase 150 hectares de nossa área de produção e é, inclusive, exportada, por meio do trabalho da Cooperativa Nossa Senhora das Vitórias”, diz.