Lenda do basquete brasileiro se despede
O basquete brasileiro perdeu, nesta sexta-feira (17/04), um de seus maiores nomes. Morreu, aos 68 anos, Oscar Schmidt, referência histórica do esporte no país e reconhecido mundialmente por sua impressionante capacidade de pontuar.
Conhecido como “Mão Santa”, apelido que simbolizava a precisão de seus arremessos, o ex-atleta construiu uma trajetória única dentro das quadras. Ele morreu após apresentar complicações de saúde, depois de anos enfrentando um tumor cerebral diagnosticado em 2011.
Ao longo da carreira, Oscar Schmidt acumulou números que o colocam entre os maiores jogadores da história do basquete. Foram mais de 49 mil pontos em competições profissionais, marca que o posiciona entre os maiores pontuadores de todos os tempos no cenário mundial.
Nos Jogos Olímpicos, seu desempenho também foi histórico. Ele participou de cinco edições consecutivas, entre 1980 e 1996, e se tornou o maior pontuador da história olímpica, com 1.093 pontos somados.
Um dos episódios mais emblemáticos aconteceu em 1987, durante os Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. Na ocasião, liderou a seleção brasileira em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos, anotando 46 pontos em solo norte-americano.
Mesmo com talento reconhecido internacionalmente, recusou atuar na NBA para manter sua participação na seleção brasileira. Na época, jogadores da liga americana não eram liberados para defender seus países, o que pesou em sua decisão.
No Brasil, defendeu clubes tradicionais como Sírio e Palmeiras. Já na Europa, teve passagem destacada pelo Juvecaserta, na Itália.
O impacto de sua carreira ultrapassou fronteiras. Oscar foi incluído no Hall da Fama da Fiba e também no Hall da Fama da NBA, um feito raro para um atleta que nunca atuou na liga norte-americana.
Além disso, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos, consolidando seu nome entre os gigantes do esporte mundial.
Nos últimos anos, o ex-jogador enfrentava uma batalha contra o câncer no cérebro, condição que exigiu tratamentos contínuos e acompanhamento médico. Recentemente, seu estado de saúde havia se agravado após uma cirurgia.
Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após um mal-estar, mas não resistiu.
O velório será reservado à família.
Nas redes sociais, familiares prestaram homenagens emocionadas. Em uma das mensagens, o filho destacou o legado deixado pelo pai, ressaltando valores e ensinamentos que vão além do esporte.
Após encerrar a carreira, Oscar também se destacou como palestrante, compartilhando experiências de superação e inspirando diferentes gerações.
Mais do que números e títulos, Oscar Schmidt deixa um legado de dedicação, talento e paixão pelo basquete. Sua trajetória ajudou a projetar o Brasil no cenário internacional e segue como referência para atletas e admiradores do esporte.