A Justiça de Minas Gerais determinou medidas protetivas contra um ex-líder religioso investigado por supostos crimes sexuais envolvendo adolescentes. A decisão foi baseada na Lei Henry Borel e prevê restrições rigorosas de contato com as vítimas.
Entre as determinações, o investigado deve manter distância mínima de 500 metros dos jovens e está proibido de qualquer tipo de comunicação, seja presencial ou digital.
O caso envolve um ex-pastor ligado à Igreja Batista da Lagoinha, suspeito de abusar de dois fiéis, atualmente com 16 e 17 anos. As denúncias apontam para práticas de aliciamento e atos libidinosos, que teriam ocorrido tanto presencialmente quanto por meio digital.
De acordo com os relatos, o suspeito utilizava sua posição de liderança e proximidade com os jovens para conquistar confiança e, posteriormente, cometer abusos.
Os depoimentos indicam estratégias distintas de aproximação. Em um dos casos, a relação teria começado com encontros religiosos e evoluído para o envio de conteúdos íntimos por meio de mensagens privadas.
Já em outro relato, os abusos teriam ocorrido dentro das dependências da igreja, com contato físico indevido e situações constrangedoras.
As vítimas e familiares prestaram depoimento à Polícia Civil, que conduz o inquérito para apurar as circunstâncias dos fatos.
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Em nota oficial, a instituição religiosa informou que tomou providências assim que teve conhecimento das denúncias, afastando o então pastor de suas funções.
Segundo a igreja, as famílias foram orientadas a procurar as autoridades e receberam apoio inicial. A organização também afirmou que repudia qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes e que está colaborando com as investigações.
O investigado nega as acusações, mas o caso permanece em andamento na Justiça. O descumprimento das medidas impostas pode resultar em prisão preventiva.
A identidade das vítimas é mantida em sigilo para garantir a proteção dos menores, conforme determina a legislação brasileira.