A Prefeitura de São José dos Campos vai pagar R$ 6,79 milhões para a construção da nova galeria de águas pluviais na rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, região sul, onde foi aberta uma imensa cratera na via pública. As obras começam nesta quinta-feira (9).
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A licitação por menor preço foi vencida pela empresa Terrax Construções Ltda, com valor de R$ 6,790 milhões. O valor máximo de referência do edital era de R$ 8,759 milhões. As propostas foram enviadas em 25 de março. A vencedora terá 12 meses para fazer a obra.
A Prefeitura informou que a ordem de serviço foi assinada na quarta-feira (8) e que os trabalhos começam nesta quinta-feira (9), com montagem do canteiro e serviços preliminares.
“A contratação é necessária para a recuperação imediata da galeria, restabelecimento do escoamento das águas pluviais, estabilização do terreno e contenção da progressão da cratera, visando à mitigação dos riscos e a posterior recomposição da via pública e dos sistemas atingidos”, diz trecho do edital.
A abertura da cratera no meio da rua interditou um prédio com 34 apartamentos e quatro residências no dia 7 de fevereiro, obrigando os moradores a sair de seus lares devido ao risco de afundamento dos imóveis. A erosão causada pelo rompimento da galeria de águas pluviais da rua ameaçava ‘engolir’ o prédio e as residências.
Na época, a Prefeitura de São José dos Campos informou que a obra emergencial de estabilização do talude foi realizada pela Urbam. “A intervenção foi finalizada antes do prazo, resultado da atuação integrada e ininterrupta das equipes da Prefeitura, garantindo rapidez e eficiência”.
A Urbam executou a primeira etapa da obra, que consistiu na estabilização do solo e fechamento de ambas as erosões com pedras. Também foram realizados os serviços de topografia, inspeção robótica da tubulação e vistorias cautelares nos imóveis vizinhos.
Segundo a administração municipal, o rompimento da galeria foi causado pela corrosão de tubo metálico, o que provocou o afundamento do solo e a abertura de uma erosão ao lado do prédio residencial.
Após a obra emergencial de contenção do talude e a inspeção técnica feita pelo Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), em parceria com a Prefeitura, os moradores do Residencial Jardins de Sevilha foram autorizados a voltar para as residências no dia 15 de fevereiro.
Na ocasião da abertura da cratera, a Prefeitura informou que a obra de recuperação da galeria contemplava três etapas técnicas, que terão continuidade.
Houve a contenção das erosões e sondagem do solo, com preenchimento das áreas comprometidas com camadas de pedras e análises geotécnicas.
Depois o preenchimento dos vazios internos, restabelecendo a integridade do maciço de solo e interrompendo o avanço do processo erosivo.
E a execução de nova galeria pelo método não destrutivo, implantada paralelamente à estrutura colapsada, reduzindo impactos à via e às edificações do entorno.
Também foram realizados serviços de topografia, inspeção robótica da tubulação e vistorias cautelares nos imóveis vizinhos.