09 de abril de 2026
VIOLÊNCIA NA ESCOLA

Aluno agride professora após ser impedido de ‘colar’ em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min

Um episódio de violência dentro de uma escola chocou a comunidade educacional de São José dos Campos. Uma professora da rede municipal foi agredida por um estudante de 14 anos após retirar sua prova por suspeita de cola.

O caso aconteceu na manhã desta terça-feira (7), na Escola Municipal de Ensino Fundamental Integral Professora Maria Ofélia Veneziani Pedrosa, no bairro Jardim Pôr do Sol.

Segundo o boletim de ocorrência, após a advertência, o adolescente deixou a sala sem autorização acompanhado de outros quatro alunos e passou a provocar a docente no corredor.

Professora é atingida

Na tentativa de evitar novas interrupções, a professora fechou a porta da sala e bloqueou a entrada com uma carteira. No entanto, ao reabrir o acesso, o aluno apontado como principal envolvido chutou a porta com força, atingindo a vítima, que caiu no chão.

Imagens do circuito de segurança registraram o momento em que a professora sofre uma convulsão logo após a queda. Quando equipes da Guarda Civil Municipal chegaram ao local, ela ainda estava desorientada.

Após ter sido agredida, professora é chamada de "velha"

Além da agressão física, os adolescentes também proferiram ofensas contra a docente, com termos como “velha”, o que agravou a ocorrência com injúria contra pessoa idosa.

A professora foi socorrida pela própria filha e levada para atendimento médico, onde permaneceu internada até o registro da ocorrência.

Apreensão e investigação

O estudante responsável pelo chute foi apreendido em flagrante por ato infracional análogo a lesão corporal, dano ao patrimônio público e injúria. Ele foi encaminhado à Fundação CASA.

Os outros quatro alunos envolvidos foram identificados e responderão por ato infracional análogo à injúria. Após prestarem depoimento, foram liberados na presença dos responsáveis.

Câmeras ajudam na investigação 

A investigação conta com imagens das câmeras de segurança e o depoimento de testemunhas, que confirmam a versão apresentada pela vítima. Mesmo hospitalizada, a professora manifestou interesse em formalizar a denúncia contra os envolvidos.