05 de abril de 2026
VÍRUS FURTADOS

Anvisa diz que material furtado da Unicamp não traz risco

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/IB-Unicamp
Anvisa afirma que material levado de laboratório não representa risco; universidade diz que caso foi isolado e segue sob apuração.

A Unicamp divulgou novos esclarecimentos sobre o furto de amostras biológicas do Instituto de Biologia e destacou um ponto central da investigação: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária confirmou que o material não oferece risco à população.

A manifestação foi feita após a repercussão do caso, que envolve a retirada não autorizada de amostras de um laboratório de alta segurança. Segundo a universidade, não há ameaça à saúde pública, conforme avaliação oficial da agência reguladora.

Em nota, a reitoria classificou o episódio como “um caso isolado” ocorrido em circunstâncias atípicas, reforçando que os protocolos de biossegurança seguem rigorosamente as normas aplicáveis.

A instituição informou ainda que não havia organismos geneticamente modificados entre os materiais envolvidos, e que os laboratórios operam dentro dos padrões exigidos para ambientes de nível de biossegurança elevado.

Assim que a ocorrência foi identificada, a universidade comunicou imediatamente a Polícia Federal e a Anvisa, o que contribuiu para a rápida localização das amostras.

As investigações começaram após a constatação do desaparecimento do material, em 13 de fevereiro. Imagens de segurança mostram um homem retirando caixas do laboratório, o que levou à identificação de suspeitos ligados ao ambiente acadêmico.

No dia 23 de março, a Polícia Federal realizou buscas e encontrou as amostras em outros espaços dentro do campus, sem autorização formal para armazenamento. Todo o material foi recolhido e encaminhado para análise.

Entre os itens estavam vírus como H1N1 e H3N2, além de outros agentes biológicos de origem humana e animal. Segundo as autoridades, não houve qualquer registro de contaminação externa.

Uma pesquisadora chegou a ser presa em flagrante, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça, com medidas como restrição de acesso aos laboratórios e obrigação de comparecimento periódico. Entre os alvos estão a professora Soledad Palameta Miller e o marido dela, Michael Edward Miller.

A universidade também abriu uma sindicância interna e afirma que segue colaborando com as investigações. O caso permanece sob sigilo, enquanto perícias e análises técnicas continuam em andamento.