Uma falha explorada por hackers em sistemas internos do BTG Pactual provocou movimentações atípicas ligadas ao Pix e acendeu um alerta no setor financeiro. A ação teria envolvido cerca de R$ 100 milhões, levando à ativação imediata de protocolos de segurança para conter os danos. Segundo apurações, a maior parte dos valores já foi recuperada, enquanto uma parcela estimada entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões segue sob rastreamento.
O incidente teve origem em uma brecha localizada nos sistemas do próprio BTG Pactual, sem impacto direto na estrutura do Banco Central do Brasil. Apesar da dimensão do ataque, não houve invasão de contas nem exposição de dados sensíveis de clientes. As movimentações ficaram restritas a contas institucionais, o que evitou prejuízos diretos aos usuários.
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A identificação ocorreu ainda na manhã de domingo (22), quando sistemas de monitoramento detectaram transações fora do padrão e acionaram medidas de contenção. Após a identificação e controle da situação, o BTG Pactual retomou nesta segunda-feira (23) as operações via Pix, depois de suspender temporariamente o serviço como medida preventiva.
Especialistas indicam que o Pix não foi comprometido. O padrão observado em ataques recentes envolve a exploração de falhas em sistemas paralelos e integrações, e não na infraestrutura central. Casos semelhantes no setor financeiro reforçam essa tendência, com criminosos mirando pontos de conexão entre instituições e o sistema de pagamentos.