O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. A informação foi divulgada em boletim médico nesta sexta-feira (13).
Segundo o comunicado, o quadro infeccioso exige tratamento com antibióticos administrados por via venosa e acompanhamento clínico intensivo. Até o momento, não há previsão para a alta hospitalar.
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A internação ocorreu após a realização de exames laboratoriais e de imagem que confirmaram a presença de uma broncopneumonia de provável origem aspirativa. O problema afeta os dois pulmões e demanda monitoramento contínuo.
Bolsonaro apresenta sintomas como febre elevada, calafrios, sudorese, além de dores no corpo e mal-estar geral. A equipe médica informou que ele iniciou a medicação logo após a confirmação do diagnóstico e permanece sob suporte clínico não invasivo.
O ex-presidente foi encaminhado ao hospital na manhã desta sexta-feira depois de passar mal durante a madrugada. De acordo com registros do atendimento, ele teve episódios de vômito e falta de ar ainda durante a noite.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h40 com suspeita inicial de pneumonia. Pouco mais de uma hora depois, Bolsonaro chegou ao hospital em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A expectativa da equipe médica é que o tratamento com antibióticos seja mantido por, pelo menos, uma semana. A resposta do organismo à medicação será determinante para a evolução do quadro clínico.
Além disso, o ex-presidente já utiliza diariamente medicamentos voltados ao tratamento de problemas no sistema digestivo, o que também é considerado no acompanhamento médico.
Desde que está preso, Bolsonaro já precisou de atendimento médico em outras ocasiões. Em setembro do ano passado, quando ainda estava em prisão domiciliar, apresentou vômitos, tontura e queda de pressão.
No início deste ano, enquanto permanecia detido na Superintendência da Polícia Federal, ele voltou a ser hospitalizado após passar mal e sofrer uma queda dentro da cela.
Atualmente, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está detido na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, conhecida como “Papudinha”.
A defesa já solicitou diversas vezes a concessão de prisão domiciliar com base em alegações de fragilidade na saúde. No entanto, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após avaliação médica indicar que ele pode permanecer na unidade prisional.