Um caso de extrema gravidade registrado na noite da última sexta-feira (27) mobiliza as autoridades de Araçatuba. Uma jovem de 16 anos denunciou ter sido vítima de estupro supostamente praticado por dois adolescentes, ambos de 15 anos.
Conforme consta no boletim de ocorrência, a adolescente - que possui diagnóstico de TDAH, dislexia, retardo intelectual e depressão - foi levada pelo padrasto até uma academia no bairro Jardim Paulista por volta das 20h, como fazia rotineiramente. No local, encontrou os dois adolescentes, com quem já havia estudado anteriormente.
Segundo o relato prestado à família e à polícia, os jovens a convidaram para conversar em uma esquina próxima. Ao chegar, a adolescente não encontrou ninguém. Momentos depois, um dos envolvidos teria feito contato telefônico, insistindo para que ela retornasse ao ponto combinado. Ao voltar à esquina da rua Floriano Peixoto, a jovem afirma ter sido surpreendida, puxada para um terreno baldio e violentada.
De acordo com a denúncia, um dos adolescentes teria forçado a vítima a praticar sexo oral, além de tentar consumar o ato sexual. A jovem relatou que conseguiu fugir, vestir suas roupas e retornar à academia, de onde acionou o padrasto para buscá-la.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher, que solicitou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Informações repassadas por familiares apontam que o laudo preliminar teria constatado lesão na região íntima da adolescente, elemento considerado relevante para a investigação.
Após tomar conhecimento dos fatos, a mãe da vítima procurou a residência de um dos adolescentes envolvidos. Conforme registrado, a responsável por um dos menores afirmou que o filho alegou que o ato teria sido consensual. Já o outro adolescente negou participação no crime e apresentou versão diferente da relatada pela jovem.
Diante da gravidade da denúncia, a autoridade policial representou junto ao Poder Judiciário pela apreensão dos adolescentes e solicitou medida protetiva de urgência, uma vez que um dos investigados reside nas proximidades da casa da vítima, o que pode gerar risco à integridade física e emocional da adolescente.
O caso segue sob investigação, e os adolescentes poderão ser ouvidos formalmente nos próximos dias. Por envolver menores de idade, o procedimento tramita sob sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.