A mídia estatal do Irã confirmou neste sábado (28) a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, aos 86 anos. Segundo a emissora oficial, ele foi morto durante ataques conduzidos por forças dos Estados Unidos e de Israel contra alvos estratégicos em Teerã.
Khamenei era a principal autoridade política e religiosa iraniana desde 1989 e concentrava o comando das Forças Armadas, além de influência decisiva sobre o Judiciário e a política externa do país.
A confirmação ocorre após declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que já havia afirmado haver “muitos sinais” de que o líder iraniano não estava mais vivo. O presidente dos EUA, Donald Trump, também declarou que a ofensiva havia atingido a cúpula do regime.
A imprensa iraniana não detalhou as circunstâncias exatas da morte nem informou imediatamente como se dará o processo sucessório. Pela Constituição do país, a escolha do novo líder supremo cabe à Assembleia dos Peritos, órgão composto por religiosos eleitos.
A morte de Khamenei aprofunda a crise no Oriente Médio e eleva o risco de novos confrontos diretos entre Irã, Israel e forças americanas na região. Analistas avaliam que o episódio pode desencadear disputas internas pelo poder em Teerã e ampliar a instabilidade geopolítica global.