11 de fevereiro de 2026
COMPLEXO BEIRA RIO

Condephaat aprova início do processo de tombamento

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/JP
Encontro ocorreu em São Paulo: discussões sobre Piracicaba

O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo)  aprovou o inicio do processo de tombamento de todo Complexo Beira Rio, que abrange as duas margens do Rio Piracicaba e suas áreas adjacentes, entre a ponte lrmãos Rebouças e a Praça Arthur Alberto Azevedo Ribeiro.

A informação é da deputada estadual Professora Bebel (PT), que participou nesta  segunda-feira (09) da reunião do Conselho, que aconteceu na Secretaria Estadual da Educação, juntamente com Pablo Carajol, do mandato coletivo “A Cidade é Sua”, quando foi decidido por unanimidade pela abertura de processo de tombamento de todo complexo Beira Rio, que envolve o conjunto fabril nas margens do rio Piracicaba, composto pelos bens Cia. Industrial e Agrícola Boyes, Praça Dona Ermelinda Ottoni, Palacete Boyes e o Museu d’Agua.

O pedido oficial de tombamento é assinado pela AMAPIRA (Associação dos Amigos da Cidadania e do Meio Ambiente de Piracicaba), IPEDD (Instituto Piracicabano de estudos e Defesa da Democracia), SODEMAP (Sociedade para Defesa do Melo Ambiente de Piracicaba) e União Porto Futebol Clube de Piracicaba.

O início deste estudo para o processo de tombamento é resultado da pressão da sociedade civil organizada, que foi manifestada por diversas vezes, entre elas em 20 de maio do ano passado, durante audiência pública do próprio Condephaat, realizada no Teatro do Engenho Erotides de Campos, atendendo a uma solicitação da própria deputada estadual Professora Bebel (PT).

Naquela audiência, Bebel, que é presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), pediu que o órgão analisasse o tombamento do prédio da antiga Fábrica Boyes, na orla do Rio Piracicaba, antes do projeto “Boulevard Mirante Boyes”, que estabelece a construção de quatro torres de 28 pavimentos cada naquela área.

Na audiência pública, que reuniu mais de 300 participantes, prós e contra o empreendimento, a deputada Professora Bebel também entregou documento ao presidente do Condephaat, Carlos Augusto Mattei Faggin, que estava acompanhado da vice-presidente do Conselho, Mariana Rolim, destacando que o empreendimento que está sendo proposto para antiga Fábrica Boyes está longe de ser consensual e que se trata de um projeto que afetará a orla do Rio Piracicaba, o seu patrimônio histórico e  que “parece ir na contramão de um desenvolvimento econômico sustentável”, escreveu.

A Professora Bebel, durante a reunião  voltou a dizer que estava se tratando o patrimônio público de Piracicaba. Ela defendeu que antes de tudo é necessário que se faça o tombamento do complexo. “Sem dúvida, foi uma soma de esforços e, felizmente, o Condephaat aprovou, por unanimidade, a iniciativa de fazer a abertura dos estudos voltados ao tombamento do complexo Beira Rio, o que contribuirá para assegurarmos que o patrimônio histórico de Piracicaba seja preservado”, declarou.