07 de fevereiro de 2026
NOVIDADE

SP cria sessões de cinema inclusivas para pessoas com TEA

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Estado sanciona lei para inclusão de pessoas com TEA

Uma nova lei sancionada pelo Governo do Estado de São Paulo promete transformar a experiência cinematográfica para milhares de famílias em todo o território paulista. A norma, publicada na quarta-feira, 4, obriga salas de cinema a oferecer, pelo menos uma vez por mês, sessões especialmente adaptadas às necessidades sensoriais de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares.

Em vez do ambiente tradicional - com luzes totalmente apagadas e som alto -, essas sessões terão luzes parcialmente acesas e volume reduzido, criando um clima mais acolhedor para quem tem sensibilidade sensorial. Além disso, o público poderá entrar e sair da sala livremente, sem constrangimentos durante a exibição.

“A nova lei não apenas abre as portas do cinema, mas também respeita as necessidades de quem vê o mundo de forma diferente”, afirmou o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, destacando o compromisso com uma sociedade mais inclusiva.

Identificação e prazo para adaptação

Cada sessão adaptada deverá ser claramente identificada na entrada da sala com o símbolo internacional do espectro autista, facilitando o reconhecimento pelas famílias. As salas de cinema têm 60 dias para se adequarem às novas normas técnicas de acessibilidade e identificação.

O governo estadual vetou apenas um dispositivo da proposta original que proibia publicidades comerciais antes dos filmes, seguindo entendimento jurídico de que a regulação de propaganda é competência da União.

Uma política pública ampla

Essa iniciativa no cinema faz parte de um conjunto mais amplo de ações voltadas à inclusão de pessoas com TEA promovidas pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Entre elas, estão:

Por que isso importa?

Para parte das pessoas com autismo, ambientes normais de cinema podem ser desafiadores - ou até inacessíveis - devido a estímulos sensoriais intensos. Essa lei reconhece que adaptar essas experiências não é um “luxo”, mas sim uma questão de igualdade no acesso à cultura e lazer.

A mudança não só amplia o direito ao entretenimento, como também representa um avanço concreto na inclusão social, aproximando espaços de convivência da realidade e das necessidades de famílias que, por décadas, precisaram abrir mão de um programa simples como assistir a um filme juntos.