Botucatu - Nesta segunda-feira (2), com base em relatório de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP), e por determinação da Delegacia Seccional de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) realizou busca na residência de um adolescente do município suspeito de planejar atos violentos na capital paulista, inclusive com o uso de explosivos, e apreendeu simulacros de arma de fogo, canivetes e aparelhos celulares.
A manifestação nacional denominada “O Grande Dia” estava prevista para ocorrer nesta segunda em São Paulo (leia abaixo). Após trabalho de inteligência, policiais civis do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Botucatu, acompanhados do delegado seccional Lourenço Talamonte Netto, foram até a casa do adolescente, no Parque dos Pinheiros, e apreenderam os objetos suspeitos para investigação.
Segundo a polícia, ele admitiu integrar grupo no aplicativo Telegram destinado à coordenação e discussão de ações relacionadas ao movimento. No celular do adolescente, foram localizadas conversas com teor de incitação à prática de violência, incluindo referências explícitas a condutas ilícitas a serem desempenhadas durante o evento, entre elas a utilização de explosivos e de coquetéis molotovs.
"Os elementos colhidos caracterizam atos infracionais análogos aos crimes de associação criminosa (Lei 12.850/13) e incitação ao crime (art. 286 do Código Penal), sendo o procedimento formalizado e encaminhado ao Ministério Público para providências legais", diz a corporação. "A Polícia Civil de Botucatu permanece atenta às necessidades coletivas para a manutenção da segurança pública".
A SSP informou que uma ação de inteligência do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo impediu um possível ataque que estava sendo articulado para esta segunda-feira (2) na avenida Paulista, na capital. Doze suspeitos de integrarem a ação criminosa, entre 15 e 30 anos, foram identificados e conduzidos para prestar esclarecimentos.
A ação preventiva foi resultado de monitoramento e investigação realizado pelo Noad em redes sociais. Segundo a SSP, os integrantes de um grupo virtual, seis deles com poder de comando, planejavam o uso de bombas caseiras e de coquetéis molotov como forma de “manifestação” sem pauta definida, apenas com o objetivo de causar pânico e incitar a violência.
Com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os investigadores identificaram a atuação dos alvos envolvidos na capital, Grande São Paulo e interior. As investigações apontaram que o grupo monitorado integra rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes, para discussão de ações violentas em diferentes regiões do país, sobretudo São Paulo e Rio de Janeiro.