04 de fevereiro de 2026
ZONA RURAL

Mulher de 20 anos morre em Guaiçara durante intervenção da PM

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Uma moça de 20 anos morreu na madrugada desta segunda-feira (2) após uma intervenção da Polícia Militar em um imóvel situado na avenida Paulo Xavier Ribeiro, na zona rural de Guaiçara (a 110 km de Bauru). A Polícia Civil registrou o caso como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

Conforme informações do boletim de ocorrência obtidas pela NovaTV, a PM foi acionada após denúncias de uma situação de violência envolvendo ameaça com arma branca. Antes do ocorrido, a jovem havia procurado a Central de Polícia Judiciária de Lins para registrar que teria sido ferida no ombro durante um desentendimento anterior.

Ainda segundo o registro, após formalizar a ocorrência, ela se deslocou até a residência de uma mulher portando uma faca e fazendo ameaças. O chamado à Polícia Militar foi realizado pelo ex-companheiro dela.

No local, os policiais acessaram o primeiro pavimento da casa e ouviram pedidos de socorro vindos da varanda, onde estava a dona da casa. No interior do imóvel, a jovem foi vista com uma faca de grandes proporções, em estado de agitação, fazendo ameaças constantes.

De acordo com o histórico policial, houve tentativa de diálogo pelos policiais, por cerca de seis minutos, para que a arma fosse abandonada por ela, sem êxito. Durante a ação, um vidro da varanda foi danificado, aumentando o risco para a moradora e para os agentes.

O boletim relata que, diante do avanço da jovem em direção a um policial e à mulher ameaçada, foi utilizado um dispositivo de incapacitação elétrica, que não teve efeito. Em seguida, um policial efetuou um disparo de arma de fogo, encerrando a agressão.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou o óbito no local. A área foi isolada para a atuação da Polícia Científica, que realizou os procedimentos periciais. A arma utilizada pelo policial foi apreendida, e os envolvidos prestaram depoimento.

Em despacho inicial, a autoridade policial apontou a presença de elementos que indicam legítima defesa, como a tentativa de contenção verbal e o uso prévio de meio menos letal, motivo pelo qual não houve prisão em flagrante dos policiais.

As investigações seguem em andamento, com novas perícias, oitivas e acompanhamento do Ministério Público, visando ao completo esclarecimento dos fatos, conforme informou a Polícia Civil.