05 de fevereiro de 2026
ALERTA ESPACIAL

Asteroide gigante pode atingir a Lua; VEJA se há risco à Terra

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem gerada por IA
Possível colisão de asteroide com a Lua chama atenção de cientistas e pode ajudar a entender melhor a formação de crateras no Sistema Solar.

Um asteroide com dimensões equivalentes a um prédio de aproximadamente 20 andares voltou a chamar a atenção da comunidade científica internacional. Identificado como 2024 YR4, o objeto segue uma trajetória que cruza a região orbital da Terra e da Lua, o que motivou novos cálculos sobre um possível impacto com o satélite natural no início da próxima década.

De acordo com estimativas recentes divulgadas por pesquisadores internacionais, existe uma probabilidade de cerca de 4% de o asteroide colidir com a Lua em dezembro de 2032. Apesar do cenário levantar curiosidade — e até preocupação entre leigos —, especialistas reforçam que não há qualquer ameaça direta ao planeta Terra.

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Monitoramento constante do asteroide

Descoberto no fim de 2024, o 2024 YR4 integra o grupo de asteroides próximos à Terra, conhecidos como NEOs (Near-Earth Objects). Esses corpos são acompanhados de perto por observatórios e agências espaciais justamente por transitarem em regiões sensíveis do Sistema Solar.

Simulações mais recentes mostram que, em determinadas configurações orbitais, o caminho do asteroide pode coincidir com o da Lua. Ainda assim, cientistas destacam que se trata de uma possibilidade remota, mas suficiente para justificar o acompanhamento contínuo do objeto.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), novas observações mais precisas devem ocorrer a partir de 2028, quando o asteroide estará novamente em uma posição favorável para análises detalhadas com telescópios terrestres.

O que aconteceria em caso de colisão

Caso o impacto com a Lua se confirme, os efeitos ficariam restritos ao satélite. Estudos indicam que a colisão poderia gerar uma cratera de até um quilômetro de diâmetro, liberando uma energia comparável à de milhões de toneladas de explosivos.

O evento não provocaria alterações na órbita lunar nem traria consequências para a Terra. No máximo, um breve clarão poderia ser observado por instrumentos astronômicos — e, em condições excepcionais, até por observadores amadores bem equipados.

Fragmentos resultantes do impacto se dispersariam majoritariamente no espaço. Uma quantidade mínima de poeira poderia alcançar o entorno do planeta na forma de micrometeoritos, sem risco à população ou à atmosfera terrestre.

Oportunidade única para a ciência

Embora não represente perigo, a possível colisão é vista como um evento de grande valor científico. Atualmente, crateras lunares são analisadas apenas como vestígios de impactos ocorridos há milhões ou bilhões de anos.

A observação direta de um choque dessa magnitude permitiria aos pesquisadores entender, em tempo real, como essas estruturas se formam, além de aprimorar modelos de previsão de impactos — inclusive aqueles voltados à proteção da Terra contra asteroides potencialmente perigosos.