23 de janeiro de 2026
DE MINAS AO DF

Bolsonaristas apoiam marcha de Nikolas contra condenações do 8/1

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/@nikolasferreiradm/Instagram
A marcha começou na segunda-feira (19), em Paracatu (MG), e prevê o trajeto de 240 quilômetros até Brasília, com chegada estimada para domingo (25).

Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se mobilizaram para apoiar a caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) contra as condenações pelos atos de 8 de Janeiro. A marcha começou na segunda-feira (19), em Paracatu (MG), e prevê o trajeto de 240 quilômetros até Brasília, com chegada estimada para domingo (25).

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Nikolas afirma que a mobilização é pacífica e contrária às decisões judiciais que resultaram na prisão de envolvidos na tentativa de golpe de Estado. O movimento ganhou adesão de parlamentares e lideranças do PL, além de apoio público do clã Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, não participou por estar em Israel, mas manifestou apoio via telefone. Nas redes, disse que a iniciativa “não é de confronto, mas de esperança”. A postura evita críticas diretas ao STF e segue linha adotada recentemente por Michelle Bolsonaro, que se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes para tratar das condições de prisão do ex-presidente.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos e perdeu o mandato, também divulgou vídeo em apoio à caminhada, afirmando que o ato demonstra solidariedade aos presos do 8 de Janeiro. No passado recente, ele e Nikolas tiveram divergências públicas, depois superadas.

Carlos Bolsonaro (PL-SC), pré-candidato ao Senado, juntou-se à marcha na terça-feira (20), após apelos de Flávio e Eduardo. Ele disse que a iniciativa representa “uma nova batalha” em defesa dos condenados. O apoio foi reforçado por deputados como Carlos Jordy (PL-RJ), Bia Kicis (PL-DF) e pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante.

Em carta, Nikolas critica o que chama de “desumanização” de presos e menciona a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que previa redução de penas aos condenados do 8 de Janeiro. O veto presidencial ainda será analisado pelo Congresso após o recesso, que termina em 2 de fevereiro.

*Com informações da Banda B