A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Miguel Abdalla Neto, tio de Suzane von Richthofen, encontrado sem vida em sua residência na zona sul da capital paulista na última sexta-feira (9). O caso foi registrado oficialmente como morte suspeita, e as causas ainda serão esclarecidas após a conclusão dos exames periciais.
VEJA MAIS:
De acordo com informações do boletim de ocorrência, a polícia foi acionada por moradores da região depois que Miguel não foi visto por cerca de dois dias. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que ele chegou em casa na quarta-feira (7). Desde então, não compareceu ao trabalho nem atendeu à porta para a diarista no dia seguinte.
Quando os policiais entraram no imóvel, encontraram o corpo ao lado da cama, já em rigidez cadavérica. Não havia sinais de arrombamento ou indícios aparentes de violência.
A Polícia Militar informou que, de forma preliminar, a morte pode ter ocorrido em decorrência de mal súbito ou causa natural, hipótese que ainda depende da confirmação do exame necroscópico. A perícia foi acionada no local, e a morte foi constatada por volta das 16h40 de sexta-feira.
O registro foi feito no 27º Distrito Policial (Campo Belo), responsável por conduzir as investigações. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o caso segue em apuração.
Miguel Abdalla Neto era médico ginecologista e irmão de Marisa von Richthofen, mãe de Suzane e de Andreas von Richthofen. Após o assassinato de Marisa e do marido, Manfred Albert von Richthofen, em 2002, Miguel assumiu a guarda de Andreas, que ainda era menor de idade.
O crime que chocou o país no início dos anos 2000 teve Suzane von Richthofen apontada como mandante da morte dos pais, executada pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. Os três foram condenados e atualmente cumprem pena em liberdade.
Após o duplo homicídio, Miguel Abdalla Neto e Suzane protagonizaram uma disputa judicial relacionada à herança da família, estimada em cerca de R$ 11 milhões. O médico chegou a tentar excluir a sobrinha da sucessão patrimonial. Com a condenação de Suzane, em 2006, Andreas foi nomeado inventariante dos bens.
A Polícia Civil aguarda o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) para definir se a morte foi realmente natural ou se haverá necessidade de aprofundar outras linhas de investigação.