Uma mulher acabou presa na manhã de quarta-feira (31), em um supermercado de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ao tentar driblar o sistema de autoatendimento alterando códigos de barras de mercadorias de alto valor.
Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), a suspeita entrou no estabelecimento portando etiquetas recortadas de pequenas garrafas de refrigerante, cujo preço unitário era de apenas R$ 1,99 — valor usado como disfarce para registrar todos os itens no caixa eletrônico.
O esquema foi descoberto quando uma funcionária do mercado, ao realizar a conferência visual das compras, notou que o terminal exibia repetidamente a descrição e o preço de refrigerante, apesar de se tratar de produtos completamente diferentes. A equipe acionou a polícia, que abordou a mulher ainda dentro da loja.
Durante a revista pessoal, os agentes encontraram outros recortes idênticos de códigos de barras, já preparados para serem aplicados sobre rótulos originais. A PCERJ também recuperou os itens que ela tentava levar sem pagar o valor real: um filé de salmão avaliado em R$ 123,47, um pote de gummies de creatina, precificado em R$ 179,00, e um pacote de massa no valor de R$ 29,99. Somados, os produtos alcançavam R$ 332,46. O salmão e os demais itens foram apreendidos como prova do crime.
Natural de Minas Gerais, a suspeita teria agido sozinha e utilizou os adesivos falsos diretamente no scanner do autoatendimento, colando-os sobre os códigos originais para que o sistema identificasse todas as mercadorias como se fossem garrafinhas de refrigerante. Ela foi presa em flagrante e conduzida à delegacia para os procedimentos legais. O caso deve ser enquadrado como tentativa de fraude no pagamento e furto qualificado mediante artifício eletrônico, segundo fontes da corporação.
A polícia não informou se a mulher já tinha registros anteriores por crimes semelhantes, mas confirmou que os recortes adicionais reforçam a hipótese de que a ação foi planejada antes da tentativa de compra. A investigação seguirá para apurar se ela pretendia repetir o golpe em outras unidades da rede ou estabelecimentos da região.