Desde o início de dezembro, cerca de 238 mil pessoas já ativaram a proteção oferecida pelo BC Protege+, mecanismo criado pelo Banco Central do Brasil (BC) para impedir a abertura de contas bancárias sem autorização.
A proteção funciona da seguinte forma: ao acessar o portal “Meu BC” usando conta “gov.br” (nível prata ou ouro) com autenticação em duas etapas, o usuário pode ativar o BC Protege+.
Serviços e Informações do Brasil. A partir da ativação, qualquer instituição financeira que tentar abrir uma conta com aquele CPF ou CNPJ deverá consultar o sistema; se a pessoa tiver escolhido a opção de bloqueio, a abertura não poderá ser realizada.
O sistema surgiu em resposta ao aumento de fraudes envolvendo contas bancárias criadas em nome de terceiros. Entre casos denunciados, há relatos de empréstimos e transferências feitos sem o conhecimento dos titulares dos CPFs, inclusive por golpistas que usaram documentos alheios. Nesses cenários, vítimas dizem ter sofrido prejuízos elevados.
Quem ativou o serviço relata que a iniciativa proporcionou sensação de maior controle sobre o uso de seus dados. Profissional de segurança do BC, Izabela Correa ressalta que, com o BC Protege+, o sistema financeiro é informado da recusa de abertura de contas em nome do cidadão.
A adesão ao BC Protege+ é voluntária. Especialistas alertam, no entanto, que mesmo com a proteção ativada, instituições financeiras continuam responsáveis por checar a identidade de novos clientes e a veracidade das informações prestadas.
Para quem quiser ativar a proteção, o passo a passo oficial recomenda: acessar Meu BC via gov.br, preparar CPF, senha e autenticação de dois fatores, localizar o BC Protege+ no menu e confirmar a ativação. A função pode ser desativada a qualquer momento.
O BC afirma que continuará monitorando a eficácia da ferramenta e que o uso em larga escala poderá facilitar a prevenção de fraudes no sistema financeiro.