09 de julho de 2026
PERIGO NA COZINHA

Você ainda lava o frango cru? Saiba porque isso pode matar

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Imagem gerada por IA.

Um costume perigoso na cozinha.

Lavar o frango cru antes de cozinhar é um costume enraizado em muitos lares brasileiros, mas a ciência já comprovou que esse gesto aparentemente inofensivo pode representar um grave risco à saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 420 mil pessoas morrem todos os anos no mundo vítimas de intoxicação alimentar, muitas delas causadas por práticas incorretas de manipulação de alimentos.

Especialistas em segurança alimentar explicam que a água não elimina bactérias do frango cru — pelo contrário, ela ajuda a espalhá-las por toda a cozinha. “As gotículas lançadas durante a lavagem podem carregar micro-organismos para pias, bancadas, utensílios e até alimentos prontos para consumo”, explica uma pesquisadora da área.

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Bactérias que podem causar doenças graves

O frango cru pode abrigar patógenos como Salmonella e Campylobacter, bactérias responsáveis por infecções gastrointestinais sérias, com sintomas que incluem febre alta, dores abdominais, diarreia e, em casos mais severos, hospitalização.

O perigo aumenta porque as gotículas que se espalham durante a lavagem podem alcançar até um metro de distância, contaminando esponjas, panos e superfícies. A única forma segura de eliminar essas bactérias é o cozimento completo, atingindo pelo menos 74°C no interior da carne.

O calor é o único aliado

A crença de que lavar o frango o torna mais limpo é um mito. A água apenas espalha o problema. “O calor é o verdadeiro aliado da segurança alimentar. Lavar o frango só aumenta o risco de contaminação cruzada”, reforça a especialista.



Para garantir segurança, recomenda-se manter utensílios e superfícies sempre limpos, evitar o contato entre alimentos crus e prontos, e higienizar corretamente frutas e verduras.

Outros erros comuns que ameaçam sua saúde

Veja alguns hábitos domésticos que também favorecem a contaminação alimentar:

Quando o corpo dá sinais de alerta

Os sintomas de intoxicação alimentar costumam surgir de poucas horas a alguns dias após o consumo do alimento contaminado. Náuseas, vômitos, diarreia, febre e dor abdominal são os mais frequentes.

Em casos de desidratação ou sintomas persistentes, é fundamental procurar atendimento médico.

Informação que salva vidas

A segurança dos alimentos é uma questão de saúde pública. Pequenos cuidados no preparo, armazenamento e cozimento fazem diferença na prevenção de doenças.

“O conhecimento é a ferramenta mais poderosa para evitar contaminações. Segurança alimentar não é exagero — é responsabilidade com a própria vida e com a de quem se alimenta conosco”, conclui uma especialista em vigilância sanitária.