A Câmara de Piracicaba debateu na última quinta-feira (4) a necessidade de um plano para o controle populacional de capivaras, visando a prevenção da febre maculosa. O assunto ganhou destaque após o registro de duas mortes pela doença neste ano no município.
O Requerimento 992/2025, de autoria do vereador Felipe Jorge Dário, do Solidariedade, questiona o Executivo sobre as ações em andamento para o manejo dos animais. O texto destaca que a capivara, como hospedeira do carrapato-estrela, vetor da bactéria Rickettsia rickettsii, contribui para a disseminação da febre maculosa.
Entre as mortes registradas em 2025, uma foi de uma criança com idade entre 1 e 9 anos. O documento indaga se existe um programa de esterilização das capivaras e o prazo para que todos os animais sejam incluídos, entre outras questões. Durante a sessão, o vereador Felipe Dário solicitou urgência nas respostas, destacando que os casos de febre maculosa aumentam neste período do ano.
O vereador Laércio Trevisan Jr., do PL, também se manifestou, alertando para a presença de carrapatos na área de lazer da Rua do Porto. Ele mencionou que, segundo informações, dez pessoas ligadas à Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) já morreram em decorrência da doença, ressaltando a importância do manejo dos animais.
O vereador Pedro Kawai, do PSDB, apontou os locais com maior incidência, como as margens do rio Piracicaba, do bairro Monte Alegre até Artemis, as margens do ribeirão Piracicamirim, a lagoa do Santa Rita, o Parque da Rua do Porto e as margens do rio Corumbataí.
Vale destacar que, o controle de capivaras não pode ser feito pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A legislação determina que essa responsabilidade é de órgãos federais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que deve realizar o manejo para proteger a fauna silvestre.