09 de julho de 2026
DIABETES

Nova técnica reverte diabetes e traz esperança de cura

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

O número de adultos com diabetes no mundo ultrapassou a marca de 800 milhões no final do último ano, quadruplicando desde 1990. A doença, caracterizada por níveis elevados de açúcar no sangue, é considerada incurável. No entanto, um novo estudo pré-clínico pode mudar esse cenário.

Pesquisadores desenvolveram uma técnica inovadora que combina o transplante de células produtoras de insulina com células modificadas formadoras de vasos sanguíneos. A abordagem foi capaz de reverter o diabetes tipo 1 em testes com camundongos.

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Transplante menos invasivo busca restaurar a produção de insulina

Nos últimos anos, a ciência tem avançado no transplante de ilhotas pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina em resposta ao aumento da glicose no sangue. No diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca essas células, levando à deficiência do hormônio.

O grande desafio da técnica sempre foi garantir a sobrevivência dessas células, que dependem de um ambiente rico em vasos sanguíneos. Para superar essa barreira, cientistas da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, projetaram células endoteliais humanas genéricas – que revestem o interior dos vasos – permitindo que as ilhotas fossem implantadas em um local mais acessível, sob a pele.

Camundongos responderam positivamente ao tratamento

Os testes mostraram que as ilhotas se incorporaram à rede vascular recém-formada, permitindo que o organismo voltasse a produzir insulina. Além disso, foi possível criar uma rede de vasos sanguíneos capazes de transportar sangue a partir das células modificadas.

Agora, os pesquisadores planejam avançar nos estudos para testar a segurança e eficácia da técnica em humanos. Se bem-sucedida, a nova abordagem pode representar um passo decisivo rumo à cura do diabetes. Os achados foram publicados na revista Science Advances.