O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na segunda-feira (13) um reajuste salarial para duas assessoras da primeira-dama, Janja. A decisão, assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, foi publicada no Diário Oficial da União.
Veja mais:
Responsável pela gestão das redes sociais de Janja desde 2024, a jornalista Taynara Pretto teve seu cargo alterado de código 2.13, com salário bruto de pouco mais de R$ 11 mil, para a função de código 2.15, com vencimentos aproximados de R$ 15 mil.
A advogada Tchenna Maso, especializada em direitos humanos e integrante do governo desde 2024, também recebeu um aumento. Ela foi promovida de um cargo de código 2.15, com remuneração de quase R$ 15 mil, para uma função de código 2.17, com vencimentos superiores a R$ 18 mil.
A primeira-dama tem sido, ao longo da história, uma figura associada a diversas características, que vão desde a elegância até a atuação em causas sociais. Figuras como Sarah Kubitschek, Maria Thereza Goulart e Marcela Temer são lembradas por sua presença e estilo, sendo frequentemente comparadas a ícones de moda de suas respectivas épocas. Já Darcy Vargas, Ruth Cardoso e Michelle Bolsonaro se destacaram pelo trabalho em áreas sociais, como a coordenação da Legião Brasileira de Assistência, entre 1942 e 1995, e iniciativas como Pátria Voluntária e Brasil Acolhedor, lideradas por Michelle durante o governo de Jair Bolsonaro.
No entanto, Janja Lula da Silva, atual primeira-dama, se distancia desse padrão. Ao contrário das figuras históricas que marcaram a posição com suas ações ou estilo, Janja é vista como uma “antiprimeira-dama”. Sua falta de elegância, a ausência de programas sociais de grande destaque e uma sequência de gafes públicas tornaram sua figura alvo de críticas, com algumas observações destacando a magnitude de seus deslizes como algo "nunca antes visto na história deste país".
Em entrevista de 1972, a ex-primeira-dama Sarah Kubitschek já alertava para o papel crucial que a esposa de um presidente desempenha, dizendo que "a mulher de um presidente vive num aquário, exposta a tudo". Para Kubitschek, a contenção em palavras e gestos era essencial, pois qualquer erro poderia gerar repercussões significativas. A atual primeira-dama parece, no entanto, seguir um caminho bem distinto de seus antecessores.