A senadora Soraya Thronicke (Podemos) criticou a forma como foi feito o debate sobre aborto promovido no Senado e desafiou a contadora de histórias que interpretou um feto a dramatizar, também, uma mulher sendo vítima de estupro. A encenação aconteceu na última segunda-feira (17), após a repercussão da aprovação de um requerimento de urgência para levar diretamente ao plenário da Câmara a análise de um projeto que criminaliza o aborto realizado depois de 22 semanas, inclusive, em casos previstos por lei.
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Em seu discurso, a senadora desafiou a contadora de histórias, contratada por parlamentares que são favoráveis ao projeto. “Eu quero ver ela encenando a filha, a neta, a mãe, a avó, a esposa de um parlamentar sendo estuprada. Eu quero que ela faça a encenação do estupro agora. Por que não? Se encenaram um homicídio aqui ontem, que encenem o estupro”, disse.
Thronicke afirmou que é contra o aborto e defendeu que o existe vida desde a concepção. Porém, afirmou que o estado é laico e que o aborto é legal em três situações: em caso de estupro, em casos de anencefalia fetal ou quando a gravidez gera risco de morte à gestante.
A sessão foi promovida pelo senador Eduardo Girão (Novo). A contadora de histórias Nyedja Gennari encenou o que seria um feto gritando durante o procedimento de assistolia fetal. Além de Soraya Thronicke, outros senadores criticaram a atuação promovida pela contadora de histórias. “A menarca, senhores deputados, assim como a menopausa, gera um ciclo menstrual alterado. Como é que a menina vai saber que está grávida, porque a sua menstruação foi interrompida, se ela não sabe nem contar direito o seu ciclo menstrual? Quando vem se descobrir, já vai longe", disse Theresa Leitão (PT).
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