Piracicaba registrou na semana compreendida entre os dias 26 de abril e 3 de maio 1.815 novos casos de dengue. Os números são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o órgão, na sexta (26), a cidade tinha registrado 10.414 casos positivos da doença. Uma semana depois, esse número saltou para 12.229 registros. Desde 1º de janeiro deste ano, a doença já provocou seis mortes em Piracicaba.
Ainda assim, não há previsão de quando a vacina contra a dengue será disponibilizada na cidade. A informação é do Ministério da Saúde. “O número de regiões de saúde incluídas nesta primeira etapa foi limitado pela quantidade de doses de vacina previstas para 2024. Cabe destacar que os demais municípios brasileiros receberão a vacina assim que o Ministério da Saúde tenha mais doses disponíveis”, informou.
O Ministério também elencou as principais características para a disponibilização da vacina nos municípios: municípios de grande porte, com população residente igual ou superior a 100 mil habitantes e maiores taxas de incidência anual média nos últimos 10 anos. De acordo com o Ministério, a partir dessa lista, as regiões de saúde foram selecionadas tendo como critério a predominância do sorotipo DENV-2, que está associado à maior incidência de casos graves da doença e número de casos registrados a partir de julho/2023. Em Piracicaba, o JP apurou que não há predominância do tipo 2 da doença, motivo que já desclassifica a cidade.
A estratégia para definição de quais municípios receberiam a vacina foi acordada em conjunto com Conselho Nacional de Secretários de Saúde e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Os órgãos, diz o Ministério, seguem as recomendações da CTAI (Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização) e OMS (Organização Mundial da Saúde).
PREFEITURA - Questionada sobre o aumento exponencial de casos, a Secretaria Municipal de Saúde informou que segue acompanhando a incidência diariamente conforme preconiza a Organização Mundial da Saúde, “bem como realizando as ações de controle do vetor”. A Pasta também lembra que, “historicamente o comportamento da dengue é marcado por sua sazonalidade, a qual se caracteriza por surtos maiores nos meses mais quentes do ano e tendência a queda no segundo semestre”. Sobre a vacina, a Saúde lembrou os requisitos do Ministério do Saúde e ponderou que “embora alguns municípios vizinhos tenham recebido o imunizante, cabe lembrar que os mesmos pertencem à Região Metropolitana de Campinas”.
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