A Academia Piracicabana de Letras celebra hoje seu 52º aniversário desde sua fundação oficial por João Chiarini em uma Sessão Magna realizada em 11 de março de 1972. O evento inaugural ocorreu na Faculdade de Odontologia de Piracicaba, com participação especial do Conjunto Coral “São Luís” e dos Dragões da Independência da Polícia Militar.
Ao longo de sua trajetória, a Academia Piracicabana de Letras se consolidou como uma instituição de grande importância para a cultura local, contribuindo para o desenvolvimento e a valorização da literatura na região. Seus membros têm desempenhado um papel fundamental na promoção da literatura, na orientação de novos talentos e na preservação do legado literário nacional e internacional.
A ideia de criar a Academia Piracicabana de Letras surgiu nos anos 60, na Livraria Pilão, propriedade de João Chiarini. O projeto foi consolidado em 1970, com o apoio do jornal “O Diário”, onde se redigiu o primeiro estatuto. Inicialmente concebida como uma entidade de estudos literários e artísticos aberta aos jovens talentos locais, a Academia foi ganhando forma e estrutura ao longo dos anos, assumindo a figura do acadêmico com seus patronos.
Entre os dados históricos da instituição, destaca-se o esforço do memorialista Haldumont Nobre Ferraz, que registrou os principais acontecimentos da Academia de 1972 a 1986. Um detalhe relevante desse período é a presença de Juscelino Kubitschek de Oliveira, ex-presidente do Brasil, entre os primeiros acadêmicos de Piracicaba. Mesmo com seus direitos políticos cassados na época, Kubitschek escolheu a renomada poetisa Cecília Meireles como sua patrona, evidenciando a diversidade e o prestígio cultural da Academia.
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