O ano de 2023 chega ao fim com oscilações para mais e para menos nos preços dos combustíveis em Piracicaba. Os levantamentos semanais divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) mostram que o preço médio da gasolina ficou 65 centavos mais cara no decorrer do ano, apesar da nova política de preço da Petrobras, aprovada em maio, já os preços médios do diesel e do etanol apresentaram redução.
De acordo com a ANP, na semana compreendida entre 25 e 31 de dezembro de 2022, os postos de Piracicaba vendiam a gasolina ao preço médio de R$ 4,81, 65 centavos mais barato que valor médio de R$ 5,46 praticado na cidade na semana compreendida entre os dias 17 e 23 deste mês. O preço médio do etanol, por sua vez, ficou 40 centavos mais barato no mesmo período. No fim do ano passado, o litro do combustível era vendido em Piracicaba pelo preço médio de R$ 3,76 no fim de 2022, ante R$ 3,76 na semana passada, o que representa uma redução de 40 centavos.
Na prática, encher um tanque de 50 litros com gasolina custava cerca R$ 240 na última semana de 2022, enquanto encher o mesmo tanque também com gasolina ficou em R$ 273, uma alta de R$ 33. A mesma conta aplicada ao etanol, mostra que um tanque de 50 litros em dezembro de 2022 custava R$ 188, enquanto neste mês o motorista gasta R$ 168 para encher o tanque.
Já os proprietários de veículos de carga e outros movidos a diesel, também estão gastando menos com combustível. Em dezembro de 2022, o diesel era vendido em Piracicaba pelo preço médio de R$ 6,14 e o diesel S10 pelo preço de R$ 6,38. Neste mês, o litro do diesel é vendido pelo preço médio de R$ 5,86 e o S10 pelo preço médio de R$ 6, reduções de 28 e 38 centavos.
NOVA POLÍTICA DE PREÇOS - Apesar de não ser a única responsável pelo preço dos combustíveis na bomba, a Petrobras tem grande influência sobre o comportamento de preços. Até maio deste ano, a estatal seguia a política de PPI (Preço de Paridade Internacional), que atrelava os valores no Brasil ao mercado internacional. Em maio, a estatal passou a adotar uma política que, na prática faz “abrasileirar” os preços. “Nós não estamos mais reajustando os preços em tempo real e em dólar, de acordo com a paridade de importação”, explicou o presidente da estatal Jean Paul Terras Prates. “O que também não quer dizer – e ninguém nunca prometeu isso que o preço só ia cair”, disse.
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