09 de julho de 2026
SEGURANÇA

Para eles, noite de Natal é de trabalho: 'deixamos a família para cuidar das pessoas'

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Claudinho Coradini/JP

A celebração do Natal remete aos momentos em família e casa cheia. A expectativa é a de comemorar a data com pessoas queridas, entre parentes e amigos. O normal é esperar que todas as pessoas possam se desligar do trabalho para curtir. Mas, para alguns profissionais, essa data é de muito serviço. A rotina de trabalho não para nem nessa data especial.

Enquanto as festas acontecem pela cidade, os agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) de Piracicaba continuam a postos para manter a cidade segura. O trabalho dos agentes aumenta nessa época do ano devido à movimentação na área central e, também, ao número de chamados. “Essa época de final de ano é um período um pouco mais conturbado que o normal, é quando está todo mundo reunido, o pessoal bebe um pouco mais, então o nosso trabalho não pode parar”, disse a GCM Sheila, que integra a Patrulha Maria da Penha. “Na data, em especial, há muitos cumprimentos, inclusive na rede, é passado na nossa central”, completou a GCM Viviane, do Grupamento Ciclístico.

O plantão especial de fim de ano acompanha o horário ampliado do comércio, e vale, também, para o dia de Natal. Com essa mudança, é comum que os guardas tenham contato com outros agentes, com quem não têm contato no dia a dia. “A gente acaba tendo mais contato com guardas que não temos durante os plantões normais. Nós conhecemos um pouco mais os nossos colegas do período noturno”, disse a Viviane.

Mas a intensificação do trabalho começa antes das festas. Os patrulhamentos nessa época têm foco no comércio da cidade devido a movimentação de consumidores. Por isso, o patrulhamento é reforçado e funciona como prevenção. “A gente faz um patrulhamento preventivo, ponto de parada, contato com a população”, disse o GCM Campos, do Canil. “As crianças adoram e fazemos apresentações quando possível”, completou.

Enquanto a segurança da cidade é mantida pelos agentes, os trabalhadores da saúde estendem seus plantões. Com isso, esses trabalhadores dividem o pensamento. Enquanto fazem o melhor, a cabeça fica, também, na família. Porém, todos dizem que a satisfação por ajudar outras pessoas, principalmente nessa época, vale a pena. “A gente deixa a família para cuidar das outras pessoas na rua”, disse a GCM Viviane. “A gente quer estar com os nossos familiares, mas é gratificante ajudar a população”, completou Campos. “O que incentiva a gente a deixar a nossa família é essa sensação de saber que estamos ajudando as pessoas, especialmente no nosso ramo, da Maria da Penha”, afirmou Sheila.

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