A obesidade em cães é uma preocupação compartilhada pelos tutores, pois pode desencadear uma série de problemas de saúde para os pets. Identificar com precisão se um cachorro está obeso é uma tarefa desafiadora, destacando a importância de uma visita ao veterinário antes de tomar qualquer medida.
De acordo com Sophia Fonseca, especialista em acupuntura e medicinas Integrativas de pequenos animais, os veterinários utilizam o ECC (Escore de Condição Corporal) para diagnosticar a obesidade canina. Esse método avalia as características corporais do pet, baseando-se na inspeção e palpação da camada de gordura corporal, utilizando uma escala específica de 1 a 10 para definir se o peso do cão é normal ou se trata de um caso de obesidade.
Ao contrário de alguns mitos, não há segredo para prevenir a obesidade em cachorros. Investir em uma alimentação saudável e balanceada, aliada à promoção de exercícios regulares, é suficiente para evitar o ganho de peso indesejado nos cães.
Para evitar problemas, a especialista comenta que é preciso abolir certos alimentos da dieta dos animais. Pães, massas, bolos, pizzas, lanches, alimentos embutidos, doces e afins estão terminantemente proibidos. Recomenda-se, na maioria dos casos, evitar a mistura de ração com carne, frango ou outros alimentos, pois isso pode desequilibrar a ingestão calórica, resultando em excesso de calorias.
"Se a opção for alimentação natural, é imperativo que o tutor busque a orientação de um veterinário especializado. O profissional poderá criar um cardápio personalizado, baseado em exames, para atender às necessidades individuais do animal. Suplementar as refeições de maneira adequada também é essencial nessa abordagem alimentar, garantindo a saúde e o bem-estar do seu pet", destaca.
Para aqueles que já enfrentam a obesidade, visitas regulares ao veterinário são importantes para receber orientações adequadas. Geralmente, isso inclui a implementação de uma dieta adequada e a promoção de exercícios físicos leves. Em casos específicos, pode ser recomendada a consulta a um fisioterapeuta especializado, proporcionando um tratamento personalizado para cada cachorro.
"A obesidade, tanto em cães quanto em humanos, acarreta uma série de problemas de saúde, incluindo complicações cardíacas, diabetes, dores articulares, na coluna, joelhos, cotovelos, entre outros problemas locomotores", conta Sophia.
Os problemas respiratórios são comuns em animais obesos, resultando em uma redução na tolerância ao esforço físico. Além disso, o excesso de peso exerce pressão adicional sobre as articulações, aumentando o risco de condições como displasia coxofemoral e osteoartrite.
A pele e a pelagem de animais obesos também são afetadas, tornando a auto higiene mais desafiadora e contribuindo para condições cutâneas precárias, feridas e desenvolvimento de dermatites.
Distúrbios gastrointestinais, como diarreia, inflamação das glândulas circum-anais, constipação e doença inflamatória intestinal, são mais prevalentes em cães e gatos com excesso de peso. A resistência reduzida a infecções aumenta o risco de desenvolver outras doenças, especialmente em animais alimentados com dietas ricas em gordura.
A relação entre obesidade e câncer é evidente, destacando a incidência aumentada de tumores mamários em cães obesos. Problemas reprodutivos, menor tolerância à glicose, aumento dos riscos em cirurgias e uma expectativa de vida reduzida são consequências adicionais da obesidade em cães.