09 de julho de 2026
UPA

CPI do caso Jamilly pede cópia do contrato de médica com a OSS

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 2 min
Fabrice Desmonts
O pedido de cópia do contrato ocorreu a partir dos depoimentos de profissionais da área de saúde, tomados nesta terça-feira (31).

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a morte, por picada de escorpião, da menina Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, requisitou cópia do contrato entre a OSS (Organização Social de Saúde) Mahatma Gandhi e a médica responsável pelo atendimento da paciente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina, na noite de 11 de agosto. A médica já foi ouvida pela CPI no dia 17 deste mês. Ela estava acompanhada de uma advogada e não permitiu a divulgação do seu nome e nem foto.

O pedido de cópia do contrato ocorreu a partir dos depoimentos de profissionais da área de saúde, tomados nesta terça-feira (31). Foram ouvidos gestores da Santa Casa, para onde a criança foi transferida e onde morreu na manhã seguinte e também a médica pediatra intensivista que prestou o atendimento a ela na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital.

A UPA é administrada pela OSS  desde 1º de julho e é ponto estratégico para atendimento de picadas de escorpião. No entanto, o soro antiescorpiônico não foi aplicado na menina na unidade. Outro ponto observado pela comissão é o apontamento quanto à falta de atendimento especializado por médico pediatra à criança. A médica que atendeu Jamilly na UPA admitiu, em depoimento à CPI, que não é especialista.

Em um dos depoimentos tomados nesta terça-feira (31), foi relatado o formato usual de contratação de médicos para serviços de urgência e emergência em geral, que muitas vezes não possuem contratos formais e o profissional atua como prestador de serviços. A problemática, nesse sentido, é que o médico não passa por um processo de integração e acaba por conhecer a rotina da unidade onde trabalha somente no dia a dia.

A médica que prestou atendimento à Jamilly é recém-formada, não possuía experiência em urgência e emergência e disse, em depoimento à CPI, que não sabia que a UPA da Vila Cristina era um ponto estratégico para acidentes com escorpião. A profissional alegou que sequer sabia que a unidade possuía o soro antiescorpiônico.

Outro ponto abordado foi o foco do atendimento prestado a Jamilly, que ficou concentrado na tentativa de transferência da criança para a Santa Casa e não no socorro em si, que deveria ser imediato, com a neutralização do veneno o mais rápido possível. Conforme os depoimentos tomados anteriormente pela CPI, a médica responsável pelo atendimento na UPA encontrou dificuldades para preenchimento dos dados no sistema para registro do pedido de transferência da criança, o que também teria atrasado o atendimento.

Clique para receber as principais notícias da cidade pelo WhatsApp.

Siga o Canal do JP no WhatsApp para mais conteúdo.