10 de julho de 2026
ECONOMIA

Cesta básica varia até R$ 250 entre mercados de Piracicaba, diz estudo

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Roberto Gardinalli/JP

A variação de preço da cesta básica de mercado para mercado chegou a 23,44% em setembro, de acordo com o índice ICB-Esalq/Fealq, divulgado hoje (18). Segundo a pesquisa, a cesta básica mais barata, que inclui alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza, teve o preço final de R$ 1.054,67, contra R$ 1.301,84 da mais cara. A diferença entre as duas é de R$ 247,17.

De acordo com a pesquisa, a cesta mais barata foi encontrada nos atacarejos, enquanto que a mais cara foi encontrada em supermercados varejistas. Segundo o índice, o preço mais alto da cesta básica encontrado num atacarejo foi de R$ 1.077,62. Já a cesta mais barata no varejo teve o preço final em R$ 1.196,08.

O relatório mostra que, no geral, entre agosto e setembro aconteceu uma queda de 3,52% no preço total da cesta básica. No mês passado, a redução foi puxada pelos produtos de limpeza (-6,44%), seguido pelos produtos de higiene pessoal (-4,88%) e alimentação (-3,08%). Os produtos que ficaram mais baratos foram o sabão em barra, com redução de 11,35% no preço; água sanitária, que caiu 9,08%; e o amaciante, que ficou 7,35% mais barato com relação a agosto.

Na lista de produtos de higiene pessoal, as maiores variações foram do sabonete, que ficou 12,67% mais barato, do absorvente, cujo preço final é 7,23% menor e o creme dental, que caiu 5,98%. Já os alimentos que ficaram mais baratos foram o ovo (-10,83%), o presunto fatiado (-8,88%) e o frango (-8,42%). A redução no preço dos alimentos em setembro foi freada pela cebola, que ficou 21,5% mais cara, pela batata, que subiu 16,62% o quilo e a muçarela, que variou 7,8% para mais.

“O preço da cebola aumentou 21,50%, variando de R$ 3,21 para R$ 3,90 neste mês. Tal movimento pode ser explicado pela retração na oferta devido a intensificação das chuvas isoladas nas regiões produtoras (São Paulo e Região Sul), as  quais impulsionaram perdas de até 50%”, cita a pesquisa. O clima foi o mesmo motivo apontado pela pesquisa para o aumento no preço da batata. Porém, neste caso, além da chuva, as ondas de calor que atingiram as regiões produtoras também foram citadas como causas da perda da produção.

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