A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Frei Sigrist, na Vila Cristina, voltou a ser acusada de negligência neste fim de semana.
Um homem, de 36 anos, com transtorno mental, morreu na unidade neste domingo (15). Adelson Francisco de Lima foi levado para a unidade pela dele, Rosilda Marida da Silva, de 46 anos. Ela o tratava como filho, já que o criou.
Ao Jornal de Piracicaba, Rosilda disse que desde o dia 12 deste mês, quando Adelson começou a sentir-se mal, ela o levou pelo menos três vezes à UPA.
Nas três vezes ela pediu a internação do paciente, que tem transtorno mental. No entanto, em todas as vezes ele foi medicado e mandado de volta para casa. “Fizeram um raio-x lá e disseram que ele estava com uma infecção no pulmão. No outro dia, quando eu fui lá, falaram que não tinha mais mancha no pulmão não, que ele já estava bom.
Ontem (domingo), voltei e disseram que não era o caso de ser internado, mas o que aconteceu? Ele morreu”, disse a tia dele. Adelson chegou a ser atendido neste domingo, mas não resistiu. Rosilda explicou que ele apresentava quadro de febre, tosse e vômitos.
Questionada, a OSS (Organização Social de Saúde) Mahatma Gandhi, que administra a UPA desde julho, informou que o caso será investigado em sindicância interna. “Não obstante isso, em análise ao prontuário do paciente em referência, nota-se que logo no primeiro atendimento e nos subsequentes foram realizados os exames, laboratoriais e de imagem, compatíveis com os sintomas, queixas e anamnese; assim, foi seguida conduta médica e tratamento medicamentoso para sintomático”, diz a nota enviada ao JP. A Prefeitura, questionada, informou que a existe uma Comissão de Fiscalização permanente que acompanha as ações da OSS Mahatma Gandhi, contratada para gerir a UPA Vila Cristina. “Desta forma, além de acompanhar a apuração interna, sempre que necessário é solicitada a abertura de sindicância junto a Corregedoria Municipal”.
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