10 de julho de 2026
OUTUBRO ROSA

Lucelia: ‘O esporte nos faz sentir feliz, eleva a autoestima’

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Claudinho Coradini/JP
Lucelia durante treino na Rua do Porto: ‘Nunca deixei a doença tomar conta de mim’

A empresária Lucelia Cleri Gabriel Semmler, 45 anos, começou a correr há sete anos, após convite de uma amiga. Não parou mais. Tomou gosto pelo esporte e as corridas passaram a fazer parte de sua rotina. Porém, o atletismo passou a ter um sentido ainda mais forte em sua vida quando foi diagnosticada com câncer de mama, em 2021. Neste período, ela fez do esporte sua “válvula de escape” para vencer a doença.

“Foi um câncer agressivo, no estágio bem avançado e tive de iniciar a quimioterapia urgente”, lembra. “Durante o tratamento eu não parei com as atividades físicas. Os treinos eram fundamentais, pois ajudavam o meu corpo”, conta a atleta.

Para a empresária, seguir em movimento fez toda a diferença em sua recuperação. “O esporte faz nos sentir feliz, eleva a autoestima. Então, eu não me sentia depressiva. As pessoas ao meu redor diziam que nem parecia que eu estava fazendo quimioterapia, pois eu estava sempre bem e feliz”, explica. “Na verdade, eu estava mesmo, pois nunca deixei a doença tomar conta de mim. O esporte me ajudou muito”, reconhece.

Atualmente 100% curada, a atleta mantém uma rotina com treinos três vezes por semana. Além disso, faz academia, pilates e natação. “Para correr, você precisa de fortalecimento. O necessário é só academia, mas eu gosto tanto do esporte que faço mais coisas. E trabalho e sou dona de casa também (risos)”. “Quando a pessoa faz algo a deixa bem, acaba encaixando os horários e ainda sobra tempo”, ensina.

Lucelia conta que, após a doença, o atletismo virou também uma terapia. “A corrida me faz se sentir muito feliz, me faz se sentir uma mulher emponderada, que posso tudo que eu quiser. Na minha mente, eu sou capaz de tudo quando termino um treino de corrida”, explica.

Um de seus dias marcantes no esporte foi quanto terminou uma maratona, após 5h30 de corrida em 42 km “sem andar”, como faz questão de enfatizar. “Provei pra mim mesmo o quanto eu posso. O meu corpo pode tudo que eu quiser. É melhor correr do que tomar remédios”, complementa.

‘MISSÃO’

Além do esporte, a empresária fez do Outubro Rosa “uma missão na minha vida”. Atuante na causa, Lucelia trabalhou como voluntária na Carreta de Mamografia, na Paulista. “Este evento é para lembrarmos da importância da prevenção. O câncer de mama é curável, quando diagnosticado a tempo”, explica.

“Por isso devemos fazer o autoexame e os exames necessários para que seja descoberto no início. O câncer de mama é silencioso, porém, se descoberto a tempo, faz-se o tratamento e há a cura. Outubro Rosa é o ano todo e não só em outubro”, finaliza.

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