09 de julho de 2026
CALOR

Como proteger os animais de estimação do calor escaldante presente nessa época do ano

Por João Paulo Silva Bombo | joao.paulo@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
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A hidratação é essencial para todos os animais em climas quentes

Nesta época do ano no Brasil, o calor pode se tornar um verdadeiro obstáculo para os animais de estimação. Dessa forma, é importante lembrar que os pets não regulam a temperatura corporal da mesma forma que os humanos, o que os torna mais vulneráveis ao calor.

Os pets não possuem a mesma capacidade de transpirar que os humanos, o que torna essencial fornecer a eles maneiras de se refrescarem. Em temperaturas elevadas, eles podem ofegar para tentar dissipar o calor. No entanto, se não forem devidamente resfriados, podem desenvolver hipertermia, uma condição séria que pode levar a vários sintomas, incluindo salivação excessiva, respiração ofegante, pele quente, batimentos cardíacos acelerados e fraqueza. Em casos graves, pode ocorrer coma e até mesmo a morte.

"Os cães, por exemplo, não têm a capacidade de suar como os humanos. Em vez disso, eles dependem da troca de calor pela salivação na língua e nas papilas. Quando estão com calor, os cães frequentemente ofegam, mantêm a boca aberta e salivam muito para regular a temperatura do corpo. No entanto, essa peculiaridade pode torná-los vulneráveis ao estresse térmico, caso não consigam fazer essa troca de calor de forma eficiente", explica Thiago Navarro Vilalta, médico veterinário especialista em animais silvestres e exóticos.

É importante notar que raças de focinho curto, como Bulldogs, Pugs e Boxers, têm um risco maior de sofrer hipertermia devido às suas dificuldades anatômicas naturais para dissipar o calor.

Caminhar em superfícies quentes, como asfalto, pode causar queimaduras graves nas patas dos animais. Eles não usam sapatos, e a camada de gordura nas patinhas não é suficiente para protegê-los do calor do chão.

Outros animais que também enfrentam desafios no calor incluem roedores, como coelhos e chinchilas, que geralmente são adaptados a climas europeus. Essas criaturas são propensas a sofrer com o excesso de calor e podem requerer cuidados especiais, como a exposição ao ar-condicionado, principalmente no caso das chinchilas. Devido à sua origem em climas mais amenos, esses animais podem sofrer muito em temperaturas excessivamente altas.

Até mesmo os répteis, conhecidos por sua resistência ao calor, não estão isentos de riscos.

“Tartarugas e iguanas, por exemplo, podem ser submetidos a banhos de sol que se tornam perigosos quando o sol muda de posição, privando-as de áreas de sombra. Isso pode levar ao estresse térmico e, em casos extremos, ao óbito devido ao aumento da temperatura corporal”, comenta.

O calor e a umidade do verão favorecem a proliferação de pulgas, carrapatos, mosquitos e moscas, que podem afetar a saúde dos pets. É necessário o Acompanhamento com veterinário, doses apropriadas de produtos contra ectoparasitas e a importância de manter a pelagem do animal curta para facilitar a detecção de possíveis parasitas. Observar se o pet apresenta sinais de picadas, manchas avermelhadas ou hematomas na pele.

Animais de pele clara ou rosada, como gatos brancos ou cães como Pitbulls ou Boxers brancos, têm um risco maior de desenvolver câncer de pele, especialmente nas áreas despigmentadas.

Independentemente da espécie, a hidratação é essencial para todos os animais em climas quentes. É fundamental garantir que eles tenham acesso à água fresca.

“Uma ideia prática é fazer cubos de gelo com frutas e oferecê-los aos animais para que possam brincar, lamber e manter-se hidratados enquanto desfrutam de uma sensação refrescante”, sugere Thiago.