O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin votou pela condenação do primeiro réu julgado pela corte durante os atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília. Os ataques aconteceram contra os três prédios dos Três Poderes, na capital federal. Aécio Lúcio Costa Pereira foi condenado a 17 anos de prisão, enquadrado nos crimes de associação criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrátrico de Direito, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Zanin votou para que o réu fosse condenado a 15 anos de prisão. Já os ministros Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Edson Fachin e Luiz Fux votaram para que Pereira fosse condenado a 17 anos. Luiz Roberto Barroso votou pela condenação de 11 anos e seis meses. André Mendonça votou para que o réu fosse condenado a sete anos e um mês e Kássio Nunes Marques foi favorável à condenação de dois anos e seis meses.
O julgamento de Aécio Pereira começou na quarta-feira (13) e foi retomado e concluído ontem (14). Em seu voto, o ministro piracicabano considerou que, durante os atos, aconteceu um “contágio mental, que transformou os aderentes em massa de manobra”. Ele citou ainda que foi provocado um “efeito manada” naqueles que participaram dos atos no início do ano. "No caso em análise estamos a falar de crimes praticados objetivando a destituição de um governo legitimamente eleito e ainda aniquilar o estado democrático de direito, além de outras práticas criminosas”, completou Zanin.
O ministro afirmou, ainda que o réu é autor evidente de depredações, e citou que ele gravou vídeos que “não deixam qualquer dúvida de sua empreitada criminosa”. Por fim, Cristiano Zanin disse que a defesa dele não se sustenta diante das provas apresentadas.
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