Em depoimento à Polícia Civil, registrado em boletim de ocorrência, a mulher que estava cuidando da criança que morreu engasgada com leite na tarde de ontem (11), no jardim Planalto, em Piracicaba, disse que a encontrou já desfalecida na cama. O registro foi elaborado como não criminal, e o caso segue em apuração pela Polícia Civil. À polícia, a cuidadora disse que cuidava de várias crianças, incluindo os próprios netos, há mais de dez anos.
Segundo o registro policial, a cuidadora disse que viu a criança deitada na cama expelindo leite pelo nariz e pela boca. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, assim que viu a situação, a mulher ligou para o marido, pedindo ajuda. O marido, então, chegou ao local com um colega de trabalho e com funcionários de uma escola que funciona ao lado da casa, que tentaram ajudar nos primeiros socorros. Neste momento, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o resgate do Corpo de Bombeiros foram acionados.
O boletim de ocorrência cita, ainda, que os bombeiros e médicos tentaram reanimar a criança, mas não conseguiram. Ela faleceu no local. Os médicos permaneceram no local e esperaram a polícia chegar para informar quais procedimentos foram realizados. Os médicos comunicaram que precisaram utilizar dois acessos, um em cada perna do bebê, para tentar reanimá-lo. Um dos acessos foi mantido para que o médico legista identificasse que a lesão foi causada pelo procedimento. Segundo o depoimento dos médicos registrado no boletim de ocorrência, não foram encontradas lesões no corpo da criança, e durante o procedimento, o menino expeliu mais leite pelo nariz e pela boca.
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