Na primeira reunião de trabalho, realizada na quarta-feira (6), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do caso Jamilly definiu quais serão os primeiros passos da investigação sobre a morte da criança de cinco anos, vítima fatal de picada de escorpião no mês passado.
A comissão requisitou os prontuários de atendimento médico da menina e a relação dos profissionais que prestaram socorro, desde o transporte através do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), com passagem pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina até a morte, na Santa Casa, entre outros documentos.
A comissão é presidida pelo vereador Acácio Godoy (PP) e tem como membros Pedro Kawai (PSDB), Cássio Luiz Barbosa (PL), o Cássio Fala Pira e Paulo Camolesi (PDT) e Gustavo Pompeo (Avante), como relator.
Os órgãos questionados têm prazo de dez dias para enviar as respostas à CPI. Por isso, a próxima reunião está marcada para 20 de setembro, quando deverão ser definidos os primeiros convocados para prestar depoimento. Além dos profissionais envolvidos no atendimento à criança, que serão convocados, a CPI deve convidar familiares e pessoas que presenciaram o fato para prestar esclarecimentos.
“A CPI tem objetivos bem definidos: saber o que aconteceu, onde foi o erro e definir um protocolo para que não aconteça mais”, disse o presidente da CPI. “Temos que dar uma resposta à sociedade em memória da menina e para todos os pais que estão em pânico e precisam saber que existe um protocolo definido de atendimento em casos como esse”, acrescentou Godoy.
O advogado Luciano Alves Lima, que representa a família da vítima, participou da reunião e deve acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos como ouvinte. O profissional se colocou à disposição para colaborar com as investigações. “O interesse da mãe da vítima é que sejam esclarecidos os fatos”, afirmou.
Pedro Kawai sugeriu a convocação dos responsáveis técnicos pelos serviços de urgência e emergência das unidades envolvidas no atendimento médico prestado à criança. Além disso, acrescentou aos requerimentos pedidos de informações sobre o órgão responsável pelo fornecimento do soro antiescorpiônico para as unidades do município e sobre o controle de estoque desse insumo.
Já o vereador Cássio Fala Pira propôs a convocação também dos responsáveis pela OSS (Organização Social de Saúde) Mahatma Gandhi, que administra a UPA do Vila Cristina. O contrato entre o município e a instituição já foi encaminhado para a Câmara em função de uma audiência pública que discutiu a prestação do serviço e também será analisado pela CPI.
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