Um criminoso integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por participação em um Tribunal do Crime, em Piracicaba. O caso ocorreu há pouco mais de dois anos, quando um homem foi torturado e morto pela organização criminosa acusado de ter abusado de uma menina.
O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, identificada como Jhames Alan Guedes de Paula, e por ocultação de cadáver. De acordo com a sentença de pronúncia, o homicídio ocorreu entre os dias 8 e 10 de fevereiro de 2021 porque a vítima teria passado as mãos nas nádegas de uma adolescente dentro de uma mercearia.
A investigação começou na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) como caso de pessoa desaparecida, mas houve compartilhamento de provas com um inquérito da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), no qual o réu também era investigado e tinha expedido contra ele um mandado de prisão. O caso evoluiu para homicídio quando os policiais da DISE o abordaram durante e localizaram com ele um celular com imagens do crime.
A Polícia também já tinha recebido outra denúncia dando conta de que imagens de pessoas decepadas foram mostradas durante uma festa e que, nessa festa, foi dito quem um jovem, de nome Jhame, teria sido julgado pelo PCC e que foi decretada a morte dele. Essas imagens estavam no celular encontrado com o réu. Além do vídeo do crime, havia imagens da vítima passando a mão na adolescente.
O Júri do caso ocorreu nesta terça-feira (29). “O acusado é portador de maus antecedentes, é reincidente, integra organização criminosa, estava foragido antes de ser capturado na Comarca de Limeira e foi condenado nesta data a uma pena de longa duração. Assim, seguem presentes os requisitos da prisão preventiva, razão pela qual indefiro o direito de que recorra em liberdade”, escreveu o juiz da Vara do Júri. Nesse caso, há, ainda, o envolvimento de outro homem, que também responde pelo crime.
O réu tem direito de recorrer da sentença, mas poderá recorrer preso.
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