10 de julho de 2026
FOGO EM LOJA

Sistema de combate a incêndio não funcionou, diz Bombeiros; veja o que se sabe até agora

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
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Um incêndio atingiu uma loja, localizada entre a rua Morais Barros e avenida Armando de Sales Oliveira na noite de ontem (23), em Piracicaba. O fogo foi controlado rapidamente controlado e não se espalhou para prédios vizinhos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a suspeita é a de que o fogo tenha começado a partir de uma pane na instalação elétrica do edifício. “As causas ainda vão ser apuradas, mas tudo leva a crer que seja uma pane elétrica”, afirmou o tenente Bernardo, do Corpo de Bombeiros. Ainda segundo o tenente, cerca de 15% da loja foi atingida pelas chamas e a Defesa Civil foi acionada para verificar se a estrutura do prédio foi abalada pelo fogo. Foram utilizados cinco caminhões e mais de 10 mil litros de água para combater o incêndio.

SISTEMA DE COMBATE

Segundo o Tenente Bernardo, do Corpo de Bombeiros, o prédio possui o sistema de combate a incêndio, que não funcionou quando foi necessário. “A edificação conta com o sistema de alarmes e hidrantes, além da iluminação de emergência, mas, no momento do combate, a gente precisou fazer a utilização, mas o sistema não funcionou”, disse. “O combate foi realizado somente com as viaturas do Corpo de Bombeiros”, completou.

Ainda de acordo com o oficial, a loja possui alvará de funcionamento, mas que, por conta da falha do sistema, poderá ser cassado. “A edificação tem a licença, mas quando foi necessário utilizar os equipamentos, não foi possível. Será aberto um procedimento administrativo, para abrir um processo de cassação da licença e multa”, afirmou.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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TESTEMUNHAS
A engenheira ambiental Giselda Durigan que estava no hotel ao lado da galeria, relatou em entrevista que ouviu duas explosões e ficou assustada, visualizando as chamas e a fumaça saindo pelo teto do local.O trabalho de combate e rescaldo durou aproximadamente uma hora. “Eu comecei a sentir um cheiro de queimado. Achei que fosse o ar condicionado, mas aí ouvi a primeira explosão, fiquei preocupada, e veio a segunda explosão, que disparou o alarme. Eu olhei pela janela e o fogo estava no telhado da instalação vizinha, do lado da minha janela”, disse. “A segunda explosão foi bem forte, eu diria que foi um botijão de gás, ou algo assim”, completou.

 

Ainda de acordo com o relato de Giselda, era possível ver vários focos de incêndio por pequenos vãos no telhado da loja. “Um fogo meio assustador, as chamas estavam altas. Acima do telhado vinha a mais de um metro, mas muita fumaça. O fogo saía de várias frestas, não era um foco só”, disse. (Colaborou André Thieful)

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