11 de julho de 2026
VISITA VIRTUAL

Mais de 500 visitas virtuais são realizadas em presídios femininos, quatro em Piracicaba

Por Da Redação |
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Divulgação
CR feminino de Piracicaba oferece a tecnologia

Todos os sábados, Aline (nome fictício) fica ansiosa para ver o seu bebê. Ela conta que teve acesso às visitas virtuais desde o período da pandemia, o que amenizava os impactos causados pelo vírus. Quando ela foi presa, o seu bebê tinha quatro meses, apesar da dor que sentia por ficar longe do único filho, ela ficava feliz ao poder vê-lo pela videochamada. Com o retorno das visitas presenciais e a suspensão das visitas virtuais, Aline ficou dois anos sem contato com o filho, que está sob os cuidados dos seus pais que moram em São Paulo, capital. 

Desde maio, ela voltou a ver o seu bebê, atualmente com pouco mais de dois anos. “Só quem é mãe sabe bem o que estou falando. O meu filho me vê e me reconhece. Ele sorri para mim. É uma conexão inexplicável”, conta Aline que diz preferir que os pais não levem o bebê para vê-la por achar que onde ela está não é um ambiente para crianças. No momento, ela está reclusa no Centro de Ressocialização Feminino de Piracicaba.

Desde maio, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) passou a disponibilizar o programa Visita Virtual Feminina, por meio do sistema Conexão Familiar, da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania (CRSC). A medida tem o objetivo de estreitar os vínculos entre reeducandas e seus familiares. Desde que a modalidade foi permitida, foram efetuadas 506 visitas virtuais, sendo nove na Penitenciária Feminina de Votorantim.

“A visita virtual foi a melhor coisa que aconteceu. Eu nunca fiquei presa perto da minha casa, então a distância dificultava bastante as visitas presenciais. Agora, eu posso ver os meus pais e o meu filho sem problemas, pois temos direito a 10 minutos para matar a saudade”, diz Aline, com lágrimas nos olhos.

Como funciona

Familiares de reeducandas das 21 unidades prisionais femininas do Estado têm a opção de agendar visita a distância por meio do sistema Conexão Familiar que consta no site da Secretaria. Em estudos recentes, a SAP identificou que as unidades que abrigam mulheres presas apresentam um baixo número de visitas.

“Muitas mulheres, especialmente as que são mães, encontram dificuldades para receber visitas de seus filhos menores. E para ajudar os familiares, que muitas vezes são responsáveis e guardiões dos filhos das reeducandas, mas não têm condições de visitá-las, e como não queremos que os vínculos familiares de percam, foi pensado na implantação da Visita Virtual Feminina”, explica Carolina Maracajá, Coordenadora de Reintegração Social e Cidadania.

A iniciativa é fruto de uma proposta idealizada pelo Comitê da Mulher Presa e Egressa do Sistema Prisional e pela CRSC, e é válida para todas as unidades prisionais femininas do Estado.

A ação é uma continuação do projeto Conexão Familiar iniciado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, quando houve a implementação de visitas virtuais em todos os presídios paulistas, já que as visitas presenciais estavam suspensas por questões sanitárias. Apenas as pessoas regularmente cadastradas no rol de visitas dos reeducandos podem solicitar o agendamento para visita virtual pelo endereço: https://agendamentovirtual.sap.sp.gov.br/

Lá, deverão optar pela opção Conexão Familiar – Visita Virtual. Quem já havia se cadastrado durante a pandemia, continua com o registro válido. O familiar que optar pela modalidade de visita virtual, só poderá retornar ao modo presencial após 90 dias da mudança.

As visitas virtuais são de 10 minutos para permitir que mais visitantes possam entrar em contato com seus familiares sob custódia da SAP.

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